249/2026 O HOMEM QUE SUSSURRA

O Homem que Sussurra é o novo thriller que está arrasando na Netflix, segundo eles mesmo.

O filme é bom, sobre uma criança que é abduzida por um serial killer que está preso perpetuamente. Quer dizer, logo descobrimos que é um copy cat, um copiador do serial killer que dá nome ao filme, que está sequestrando e matando meninos pré adolescentes, como o original fazia décadas atrás.

O menino que some vinha dizendo há dias para o pai que algo estava errado na casa pra onde eles haviam acabado de se mudar. E quem dizia pra ele que tinha problemas era sua amiga invisível, a menina de moletom azul, que dizia que o menino que estava debaixo da casa contava que eles não deveriam ficar lá.

Claro que o pai fica irritado, pai esse que é um escritor de histórias de suspense, que não fala com o pai há décadas, um policial mal humorado vivido pelo Robert De Niro, e que não por acaso, pai escritor e filho que vê fantasmas se mudam para a cidade do pai depois que a esposa e mãe do menino morre.

Como se já não fosse drama suficiente, o menino some e a gente vê ocasionalmente o serial killer fazendo com o menino o que o doente original fazia com os meninos antes dele.

O suspense é bom. Meio enrolada a história e com alguns problemas graves, que deixam o filme mais genérico do que merecia ser.

Primeiro e mais grave problema: o serial killer O Homem Que Sussurra, vivido pelo mais que maravilhoso Michael Keaton, é meio que deixado de lado como um personagem bem coadjuvante do filme. Infelizmente o diretor e sei lá mais quem, resolveram não fazer um filme de serial killer focado no serial killer. Um desperdício inaceitável já que por vários momentos o roteiro faz menções sutis a Seven e a O Silêncio dos Inocentes, filmes que não seriam o que são se tivessem seguido a cartilha deste filme da Netflix.

Outro problema grande pra mim: mais uma vez temos o De Niro fazendo cara de cu o filme inteiro. Até quando, minha gente? O cara é bom demais, dá texto como poucos, mas aqui passa o filme todo com cara de quem não queria estar lá. Que coisa chata.

Pra piorar tudo, o roteiro coloca várias historinhas paralelas para tentar despistar ou criar possibilidades para tentarmos entender quem é que está matando desta vez, que são meio bestas.

Isso porque com certeza o filme não foca no serial killer (sim, tô repetindo pra deixar claro meu descontentamento). Este filme vira mais um policial que um thriller. E como policial o filme não funciona. No ápice do “policial” do filme, a ação é pífia, algo que eu nnao entendi mesmo.

Mas, uma coisa boa, é o final do filme. A última cena é muito boa e se forem espertos, farão uma continuação. Mas acho que se depender do diretor (mediano) James Ashcroft, tudo fica por isso mesmo.

NOTA: 🎬🎬🎬

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