Uma coisa que me entristece muito é assistir filme porcaria de diretor que eu admiro.
O Gregg Araki é um desses.
Ícone do cinema indie americano desde os anos 1990 e, mais importante ainda, ícone gay do cinema indie americano, um diretor que criou uma das melhores últimas cenas de um filme americano forra de Hollywood da história, a cena do casal gay bandido na praia de Viver Até o Fim, The Living End. E Araki é também o diretor de um dos grandes filmes gays de todos os tempos, o seminal Mistérios da Carne, Mysterious Skin.
I Want Your Sex, o novo filme de Araki, parece feito por um aluno sem do muso indie, alguém que conhece o universo malucão de Gregg Araki mas que fez um pastiche que mais faz dar risada do que choca com as cenas de uma Olivia Wilde pseudo dominatrix artista plástica com fixação sexual que, de novo, parece uma piada da piada que eu tenho certeza ele, Araki, não quis fazer de tão ruim que é a ideia.
Olivia é essa artista multimídia com fixação no sexo, que começa a usar um de seus assistentes de escravinho sexual, fazendo com que o jovem, quase moleque, obviamente se apaixone pelo mulherão fascinante que é a personagem.
E este é o filme, Eu Quero Seu Sexo, ela quer o sexo do carinha, ele quer o sexo da patroa, a amiga quer o sexo, o amigo quer o sexo de outros caras e a namorada Charlie XCX não quer o sexo de ninguém.
Por mais pop e colorido que este filme seja, como é quase todo cinema de Araki, parece que ele chegou onde vinha tentando chegar há um tempo já, que foi lançar um filme super palatável, bobo, sem graça, como é um filme popzinho qualquer que neste caso, só não passaria na Sessão da Tarde porque tem cenas de pessoas semi nuas, o único “choque” que I Want Your Sex causa.
E ficar chocado com mamilo feminino é a última coisa que a gente quer em pleno 2026.
NOTA: 🎬🎬

