On The Sea é um drama gay britânico bem bacana, escrito e dirigido pela escritora Helen Walsh.
E talvez esse seja o único probleminha do filme, algo menos cinematográfico do que poderia e deveria ser.
A história acontece na costa do País de Gales onde Jack, um catador de mexilhões está com problemas no trabalho, em casa com o filho que não quer saber de trabalhar com o pai, de uma distância com a mulher, disrupções (olha que termo chic) com o irmão e sócio, levando-o a uma depressão que obviamente ele não assume e não deixa transparecer.
O que ele também não deixa transparecer é seu interesse bem grande por Daniel, um marinheiro que acabou de chegar a cidadezinha para trabalhar com um amigo de Jack que está velhinho e sem condições de continuar sozinho no barco.
O ponto alto do filme é a aproximação de Jack e Daniel, a sutileza dessa chegada, desse encontro, obviamente pela situação de Jack ser casado e também pelo fato de que os pescadores da vila começaram a tirar sarro de Daniel por ser gay, isso porque ele logo descobre onde é o ponto de encontro e pegação gay na vila e quem vai lá e depois se diz homofóbico.
Mas o amor não enxerga barreiras nem nada e a diretora Helen Walsh soube muito bem mostrar não só a aproximação do casal mas como eles encontraram formas de se encontrar.
E o mais legal é ver Jack voltar a ter vontade de viver, apesar de ter que se esconder e não poder demonstrar a razão de sua alegria estar de volta.
Eu tenho certeza que On The Sea existe muito pelo cinema do meu amiguinho e diretor preferido Mark Jenkin e seus filmes Bait e Rose of Nevada, que também se passam em vilas de pescadores, com seu universo bem próprio e bem peculiar que, como eu venho dizendo aqui há tempos, acabou virando uma referência no cinema britânico contemporâneo.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

