255/2026 ROSE

Rose é o filme que a Áustria selecionou para tentar uma vaga no Oscar 2027 de Melhor Filme Internacional.

E o drama vem com pedigree: a musa Sandra Hüller venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim, onde o filme estreou este ano.

A obra do diretor Markus Schleinzer conta uma história nada tradicional mas meio até que conhecida, como uma lenda universal, da mulher que se faz passar por homem para sobreviver.

Aqui Sandra Hüller é Rose, uma mulher que se faz passar por um soldado que chega a um vilarejo no meio do nada austríaco, lá no começo do século 17, dizendo ser o herdeiro de uma terra.

As pessoas do vilarejo em princípio duvidam de Rose mas ela/ele conta histórias de sua infância no lugar, da capela que pegou fogo e eles aceitam suas histórias como verdades, o que dá ao forasteiro o direito pela terra.

Primeiro ponto alto do filme: o diretor Markus Schleinzer ousou na fotografia estilizadíssima linda em preto e branco, o que levou o filme a um outro patamar para contar uma história tão estranha, tão antiga e tão fantasiosa.

Sim, Rose é um filme fantástico, e não fantástico de muito bom, o que o filme é, mas um filme fantástico do gênero fantasia, porque a história da mulher que engana uma vila inteira ao se fantasiar de homem, que casa com uma moça que engravida logo depois do casamento, é fantástica.

E um ponto de cinema fantástico, quase de realismo fantástico literário, é outro ponto alto do filme quando a esposa de Rose diz estar grávida, e diz que soube porque uma borboleta pousou em sua barriga e isso com certeza era uma confirmação da gravidez. Lindo demais.

O roteiro muito bem escrito nos leva a uma viagem multi facetada. Não só ao vilarejo do século 17 na Áustria mas muito mais ao mundo de Rose, de como ela vive como homem, do que ela usa para se passar por homem e enganar um monte de gente, já que esse parece ser o seu destino e seu futuro, depois de um passado na guerra.

Esse roteiro entrega um filme não só histórico, mas principalmente um quase romance trans da Rose ou um drama lésbico, se você preferir enxergar o filme pelo lado da esposa “enganada” e que mesmo assim engravida do marido trans para o povo é lésbica pra ela.

Dá pra entender?

Por essas e outras que Rose é uma pequena pérola que se bem “vendida”, pode surpreender no Oscar e em alguns festivais que vem por aí.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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