260/2026 TONY

Tony, a biopic da A24 sobre os primeiros anos, os de aprendizagem e crescimento de Anthony Bourdain, quando ele lavava louçaas em Provincetown, e isso fica bem claro o filme inteiroo, acho que para mostrar que ele trabalhava no fim do mundo, erra um filme que eu esperava muito ver por um único motivo: eu era, ops, sou bem fã do Bourdain.

Pra começar, o filme é ótimo, me lembrou os primeiros filmes ótimos lançados pela A24 anos e anos atrás, antes de darem passos maiores que suas pernas independentes.

Tony é dirigido por Matt Johnson, o canadense que nos entregou duas das melhores comédias recentes, a impressionante Blackberry e o maravilhoso Nirvanna the Band the Show the Movie.

E o mais chocante do filme: Antonio Banderas, no papel do patrão (aqui português) de Bourdain, á incrível, voltando à boa forma em filme relevante, o mesmo que aconteceu com outro preferido Javier Barden em seu mais novo petardo O Ser Querido. Que felicidade.

Mas que rouba o filme, com razão e sem surpresa é o ótimo Dominic Sessa, alguém que eu não sei porque achava que não teria a manha de entregar uma personagem tão problemática e tão profunda quanto foi Bourdain nessa época de aprendizados.

Ele aprendeu a viver, a amar, a se portar em meio a outras pessoas num ambiente de trabalho mas principalmente aprendeu a se jogar em tudo o que podia e não devia, a virar a noite, a sobreviver de uma forma como ele não esperava e não sabia que precisava, já que ele sempre quis seer um escritor e se descobrir chef de cozinha.

Antes de Anthony Bourdain ele era o Tony, um moleque que na faculdade encontra sua paixão de escola que lhe diz que vai passar o verão no meio do nada do interior e é pra lá que ele vai para tentar finalmente conquistá-la.

Mentindo sempre, para seus pais, para ela, para o chef que lhe dá emprego de lavador de pratos, Tony passa por muitas para se descobrir e a gente acompanha essa penúria adolescente com seus altos de comédias e os baixos de drama, da melhor forma possível, principalmente graças à mão certeira do diretor Matt Johnson que conhece a história que tem em mãos e sabe como contá-la como ninguém.

O único problema do filme pra mim é que muito se passa na cozinha do restaurante do chef português, o que vira um aprendizado para o espectador de como uma cozinha profissional molda quem lá trabalha. Mas o problema é que tudo lá filmado parece saído de The Bear, do caos da série não só na cozinha, mas também na vida dos personagens.

Pra mim parecia que eu via um filme fora da cozinha e uma série dentro desse ambiente de trabalho tão caótico e exagerado. Não é ruim, é bem filmado, bem editado, mas claro que poderia ser muito melhor, mais originall até.

Apesar de todos os pesares, Tony é um grande filme.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

Um pensamento sobre “260/2026 TONY

Leave a Reply