265/2026 GIRL IN THE NIGHT

Eu demorei quase que o filme inteiro pra gostar ou me conectar ou perceber sobre o que era realmente o filme esloveno Girl In The Night.

E quando percebi, ou entendi, ou quando a ficha caiu, vi que desde o início do filme eu sabia exatamente sobre o que erra, um romance de super heróis da vida real.

Olha que fofura.

Só que filmado nas noites eslovenas, sob a luz amarela dos postes de iluminação das ruas, onde um casal que não é, por causa dela, salva animais perdidos, os devolve a seus donos (tutores?) e não pegam a recompensa.

Rok trabalha em uma loja de conveniência a noite, mora com um amigo, assiste tv comendo chocolate que ele subtrai da loja e repete tudo numa monotonia e melancolia próprias de uma juventude sem futuro.

Até que um dia ele conhece uma garota com um machucado parecido com o seu na testa e para chamar sua atençnao, Rok rouba sua bicicleta e promete ajudá-la a encontrar. Ela é a super heroína da história, procura animais de estimação sumidos, objetos, coisas que as pessoas perdem e as devolve. Rok vai atrás, de perto, se mostrando mais e mais interessada pela jovem.

E essa mesma juventude sem futuro parece não ter presente, já que tudo é lento, nada é desesperado e o que é planejado nem sempre se concretiza como se deve. Mas quando acontece, eles se sentem a um palmo do chão, que é assim que eles chamam as nossas borboletas no estômago, imagem linda demais contada no filme e concretizada em um ápice da história.

O diretor Luka Marčetić conta sua história sob uma luz amarelada noturna que não ajuda na animação do casal. Ou melhor, transforma o que deveria ser animação em um modo de vida. Seus personagens não são solares, felizes, esbanjando alegria e felicidade. Eles são lúgubres, frios, quase robóticos, exagerados, o que acaba sendo uma crítica a essa geração que não socializa, que não sabe conversar se não tiver uma câmera na sua frente.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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