Olha que ideia fofa de filme: uma classe de ensino médio de uma escola sueca “ganha” uma viagem a uma ilhota, o arkipelag do título original, por 1 final de semana. Para cuidar da moelcada vão 3 pais de alunos e mais ninguém da escola, já que no acampamento da ilha os monitores estão acostumados a receber essas viagens.
O que esperamos: jogos e brincadeiras inofensivas durante o dia, a noite umas festinhas regadas a umas garrafas de cerveja contrabandeadas com uns alunos passando mal de boa e nada demais.
Ledo engano.
Adult Supervision é o título internacional do filme que ser dizer supervisão de adultos, o que resume bem o filme onde os 3 pais, os adultos que foram super visionar os adolescentes, na verdade precisariam eles mesmos de supervisão bem rígida. E esse elenco é incrível: Gustaf Skarsgard, Fares Fares e Linus Wahlgren.
Este drama que a Suécia escolheu para representar o país no Oscar 2027 é um filme de desgraça anunciada.
Já nos primeiros momentos depois da chegada à ilha a gente enxerga que as coisas não serão tão fáceis, porque os alunos lá na Suécia, assim como por aqui e no mundo inteiro, ao que parece, são um inferno. Mal educados, desrespeitosos, que sabem que podem enfrentar os adultos porque não podem ser “tocados”.
E os adultos, os 3 pais, um galãzinho cafona, um magrelo consciente e outro mais fortão e pretensioso, não sabem como agir com esse bando de adolescentes rebeldes (sem causa?) e mais rápido do que eles mesmos esperavam, vão se perdendo em suas próprias dúvidas e desejos e incertezas.
A estreia de Alex Schulman na direção mostra que além de saber o que ele quer mostrar ao seu público, o diretor não se rende a decisões simplórias de roteiro e nem de cinematografia.
Schulman constroi uma história que não só funciona perfeitamente mas que existe impecavelmente no mundo caótico que ele criou em um pedacinho de terra cercado de água por todos os lados, o que quer dizer que essa desgraça anunciada não tem como não acontecer, não tem por onde escapar.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

