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277/2026 A HIPÓTESE DO AMOR

Amo comédias românticas, sou um romântico inveterado. E solteiro, tadinho de mim.

Gosto da Lili Reinhart da época de Riverdale, uma série estupidamente adolescente mas que as atrizes brilhavam muito, e lá estava Lili.

Gostei do Tom Bateman, o par romântico que não era pra ser de Lili neste filme, principalmente por ele não ser o típico bonitinho sarado de filmes desse tipo, mesmo ele quase sendo, porque achei ele meio torto. Juro. (tô rindo de nervoso)

A Hipótese do Amor, que eles estrelam, em cartaz na Prime Video, é legal, bem legal.

E digo mais: se por acaso você já passou pela experiência de fazer mestrado ou doutorado universitário, vai dar risada (ou chorar) o filme inteiro porque aqui a gente assisti o melhor e o pior da vida acadêmica de um nível mais elevado, por assim dizer.

Lili é Olive, uma estudante bem boa que entra em uma universidade de muito prestígio para começar seu doutorado, com um tese bem forte de uma nova visão sobre a cura do câncer de pâncreas, que levou sua mãe à morte.

Mas como nasce uma comédia romântica daí? Olive fica a fim de outro estudante e sua melhor amiga, que ela considera família mesmo, já que ela não tem ninguém, também fica a fim do mesmo estudante e ela inventa estar saindo com alguém, que já passou essa paixonite pelo fofo.

A amiga meio que acredita mas pede provas, quer saber quem é o cara e Olive sem querer, acaba se enrolando na mentira e consegue “convencer” o professor mais temido e odiado da faculdade, o bonitão Dr. Adam.

Ele é o doutor professor que ama detonar seus pupilos, trata mal, faz todo mundo chorar, faz todo mundo querer mudar de orientador no mestrado, no doutorado, faz todo mundo querer sair de seus grupos de estudo e mesmo assim tem muita gente ao seu redor.

E agora Olive, que dá ideia ao professor deles fingirem um namoro, já que ela precisa enganar a amiga, porque ele também precisa enganar a reitoria que acha que ele não cria laços e por isso não mereceria ter um cargo maior na universidade que está vago.

E o filme é isso, a dupla do namoro fake fica se virando para tentar enganar todo mundo ao mesmo tempo que sem que eles percebam, vão se aproximando, mesmo eles sendo pessoas que não necessariamente se aproximariam na vida real.

Uma hipótese é uma suposição ou explicação provisória criada para resolver a uma pergunta ou um problema que ainda precisa ser testada e comprovada. O amor do título, o amor de Olive e Adam, é a hipótese criada para tentar resolver o problema que ambos precisam resolver, testar e comprovar.

Como em um problema real, enquanto a hipótese não é comprovada, novas possibilidades boas e ruins vão surgindo pelo caminho e o vilão dessa hipótese acaba sendo a própria universidade e seus fantasmas, onde tudo o que a gente ouve dizer, ou melhor, tudo o que dizem no filme sobre a vida pantanosa acadêmica onde um tenta passar a perna no outr, onde professor rouba ideia apresentada por aluno, ideias de assédio sexual moral, tudo é mostrado nessa comédia romântica que tem o roteiro e as possibilidades de história mais surpreendentes do ano.

Assista, emocione-se, chore, ria e prepare-se se você estiver pensando em entrar em um programa de pós graduação universitária.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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