Épico. A China apelou pro grandioso e indicou Once Upon A Time In The Middle East para concorrer ao Oscar de Filme Internacional.
O filme é gigante, tem quase 3 horas de duração, muito bem filmado, com uma produção gigante, com uma pós produção maior ainda e com todos os centavos gastos na produção presentes na exibição desta boa surpresa chinesa.
uma história que atravessa anos e anos, é totalmente modificada por uma guerra, quando os EUA invadem certo país do Oriente Médio nos início dos anos 2000, país onde um chef chinês foi trabalhar em um restaurante para levantar dinheiro rápido, já que lá ele era bem pago, para quitar suas dívidas em casa, depois que seu restaurante pegou fogo.
O chef Xu, vivido pelo incrível Shen Teng, atorzão do cinemão chinês, não sabe o que vem pela frente, mas faz de tudo para sobreviver com um sorriso nos lábios, cozinhando mais do que pode, usando todo o seu conhecimento, aprendendo a lidar com a clientela do novo país que nnao está acostumada aos temperos chineses reais, já que como todo resto do mundo, segundo ele, nos acostumamos com uma versão americanizada difundida por lá (e por aqui também).
Quanto mais sucesso faz, Xu logo vira sócio do restaurante e com a ajuda de um gerente chinês que fala muito bem a língua nova e o ajuda a caminhar por uma cultura diferente, mostra para seu sócio e para quem agora comanda o país que com amor pela cozinha e por atender bem, todo mundo pode se dar bem.
Até que uma tragédia transforma seu sócio local em um homem procurado pelo exército americano e Xu e sua “patota”, ou sua nova família criada no revés, que agora também conta com 20 crianças que vivem em um orfanato, são presos como co-conspiradores e traidores dos EUA. Absurdo, claro.
E como todo bom épico, Once Upon A Time In The Middle East não para por aqui. A história é longa, com uma direção bem clássica do também roteirista Wen Muye que se esforça muito para que o chef Xu e sua epopéia tenham um filma à altura do amor e também do sofrimento pelo qual ele passa, sempre com um sorriso nos lábios e sem perder a esperança de conseguir voltar para casa para sua família, sua mãe e sua filha.
Não acredito que o filme seja finalista do Oscar 2027, apesar de Hollywood amar um filmão grande e caro. E mesmo criticando muito o exército dos EUA invasor, o filme também critica muito a resistência, que por ora é chamada de boa e depois mostrada pelo pior prisma possível. No final a China nnao fica nem de um lado nem de outro, criticando nem tão sutilmente as possibilidades de uma guerra.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

