305/2026 ALI G: KEN É EU?

Eu AMO comédia baixaria. Amo. Quanto mais escrote, extrema, cara de pau, quase amoral, melhor pra mim.

Penso nisso e chego à conclusão que nesses filmes absurdos eu prefiro ficar de boca aberta à gargalhar, daí sei que o filme ultrapassou os limites do bom gosto.

Gosto muito dos filmes onde o Sacha Baron Cohen desenvolve à exaustão (no bom sentido) seus personagens “desconhecidos”, como a bicha fina e idiota Bruno, o imigrante ditador sem noção Borat e este Ali G., o influenciador branquelo, crítico de hip hop, que se passa por negro, baixando todos os níveis de piadas e situações racistas. Porém, aceitáveis. Será?

Ali G. é uma personagem que fez muito sucesso na tv inglesa 20 e tantos anos atrás em programas da HBO. E este falso documentário, agora da Prime Video, começa 20 e tantos anos depois com Ali G. contando pra nós, seu público, que quando foi renovar contrato com a HBO ele pediu milhões de dólares e nunca teve resposta do canal, pra sua tristeza.

Hoje ele está falido, arrasado, e com sua namorada Me Julie grávida, apear dele achar que a barriga dela era por causa de gases. Aliás, ela também achava.

Ao levar objetos para penhorar, ele encontra um envelope com uma carta que ele recebeu e não viu, da HBO os 20 e tantos anos antes oferecendo um contrato de mais de 3 milhões de dólares pela temporada nova do programa. E pira. Fica doido. Vai pra Los Angeles com me Julie, começa a gastar por conta, até que recebe um telefonem da HBO que aquela carta era de mais de 2 décadas e que eles não querem mais nada com Ali G.

Perdido, sem grana e mal pagoo, ele fica vagando os EUA procurando quem banque seu novo programa e nesse périplo faz reuniões, almoços, entrevistas, com pessoas que não fazem ideia que estão sendo filmados menos ainda que Ali G. é um personagem do Sacha Baron Cohen.

O filme começa meio melancólico e por isso a comédia que vem desde o começo, é mais amena. Tem um momento que o filme vira a chavinha e Sacha Baron Cohen começa a nos mostrar a baixaria que a gente espera de seus filmes e aí a coisa vai bem demais, em sua estreia na direção de filmes.

Baixo, escroto, sem vergonha, amoral, desgraçado e muito, mas muito crítico politicamente como sempre fez e espero, sempre fará.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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