“Drive” é um filmaço.

Não se assuste com o que eu vou escrever: imagine um filme “cabeça” com muita perseguição de carro, uns gangsters, un anti-héroe, muito sangue, uma vizinha eo filhinho em apuros, só que tudo isso dirigido por um dinamarquês.
Como disse, não se assuste.

“Drive” é um filme pra poucos que por causa de uma campanha de marketing fenomenal virou para muitos.
Começa que tem o Ryan Gosling como o anti herói, um dublê motorista de filmes de ação que nas horas vagas dirige para assaltantes. E o cara dá um show, é safado, é sacana, é romântico, sente medo, briga, apanha muito, bate um pouco. É o grande cara do cinema americano de hoje em dia com certeza.
Ele é vizinho da onipresente e sempre boa Carey Mulligan, cujo marido está na cadeia e o filho é um fofo.
Os rolos em que se mete levam o motorista ajudar a família da moça e claro que a situação só piora a medida que se envolve mais e mais com um bando dos malvados mais fodões do cinema atual.
Como disse é um filme para poucos, sem concessões e sem meia boca, é tapa na cara.
Mas o bom do filme é o diretor dinamarquês, Nicolas Winding Refn. Ele tem uma filmografia já bem grandinha e todos, repito, todos os seus filmes anteriores são ótimos, começando com a trilogia punk “Pusher” eo melhor de todos, “Bronson”, com Tom Hardy em seu melhor papel até hoje, como um assaltante que passa 30 anos numa solitária onde seu alter ego Charles Bronson se torna sua personalidade dominante.
O cara não é fraco não.
“Drive” ganhou um monte de prêmio bacana e acabou sendo mais notícia por aí porque em alguns festivais o diretor dava uns beijos no Ryan e todo mundo fotografava, e vamos dizer, todo mundo quer beijar o Ryan Gosling hoje em dia, né? E viva o marketing.
Mas o filme tem que ser visto, já está em cartaz há umas boas semanas aqui em São Paulo e se você ainda não viu, deve. Eu esperei séculos a estreia no cinema e garanto que vale a pena.
Muito bem filmado, fotografia ótima, direção surpreendente, trilha pop estranha num primeiro momento mas que funciona direitinho e com um elenco dos sonhos, além do Ryan e da Carey, tem Alberto Brooks malvadaço, Ron Perlman com a cara de vilão de sempre ea lindaça Christina Hendricks.

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