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O grande filme que é “À Procura do Amor”.

Nem sei por onde começar pra falar desse grande pequeno filme que é “À Procura do Amor”.
Eu já esperava alguma coisa boa sendo que o casa principal é formado pelo grande e ótima Julia Louis-Dreyfus e pelo gigante James Gandolfini.
(Um pequeno parêntese pra dizer da pena que foi a morte de Gandolfini esse ano, o cara que só estrelou uma das 3 melhores séries americanas de todos os tempos, “Os Sopranos” e além disso tem um personagem incrível como um gangster gay no sub-apreciado “A Mexicana”.)
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Julia é só a atriz principal de “Seinfeld” além de fazer hoje em dia o ótimo “Veep” e James é “O” cara. Por isso, todo mérito a diretora dessa pérola, Nicole Holofcener, que juntou esses dois e conseguiu formar um casal com uma química tão absurda de boa que não me espantaria ver nos próximos meses choverem prêmios à dupla.
O filme conta a história de uma massagista vivida por Julia que numa festa conhece seu futuro namorado,vivido por Gandolfini, um também divorciado com uma filha prestes a entrar na faculdade e uma futura cliente, uma poeta famosa.
O que ela logo descobre, ao ficar amiga dessa cliente, é que ela é a ex mulher de seu namorado e que só fala mal dele.
A massagista decide guardar essa informação pra ela mesma e a partir daí sua vida entra em parafuso, tentando que nenhum dos dois saiba quem ela é nesse triângulo bizarro.
A questão toda é a seguinte: uma comédia romântica com os personagens principais acima dos 40 anos de idade, ele gordo com barba branca, ela nada mocinha, com filhas quase adultas, não é o típico filme hollywoodiano: primeiro ponto positivo.
Um casal desses, que não é rico e não mora em casas maravilhosas nem tem carrões nem nada parecido consegue ser mais simpático e cativante que qualquer filme com loira magrela de atriz principal: mais um ponto positivo.
O roteiro é um primor: bem amarrado, bem escrito, com doses de humor, amor, tristeza, drama, tudo muito bem conduzido por uma direção ótima que consegue dos atores o seu melhor, o que não é pouco.
Detalhezinhos de olhares de Julia, coçadas de cabeça de Gandolfini, trocas de olhares dos dois, me deixaram de queixo caído.
Só tenho escrito aqui sobre filmes que gosto, o que acho mais saudável pra mim e pross gatos pingados que lêem aqui.
E esse “À Procura do Amor” é o meu segundo filme já preferido do ano em 5 dias de 2014. O ano promete.

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