Cada vez que eu vejo um filme sul coreano eu me apaixono mais por essa cinematografia. Hoje apareceu um post em um grupo do Facebook com o link para baixar Pandora, um filme sobre um acidente nuclear na Coréia do Sul. E quando abro a Netflix era o filme indicado pra mim. Tive que assistir!
Já estou me acostumando aos detalhes e as idiosincrasias próprias e o que me “assustava” antes, hoje já encaro como a surpresa esperada.
Eu sou doido por filme catástrofe e Pandora é um filme catástrofe sul coreano.
Catástrofe mesmo, onde um reator de uma usina nuclear explode em um terremoto. Essa usina fica numa cidadezinha litorânea e o que acontece com seus habitantes é o drama todo do filme.
Ah, se você já se lembrou de Angra dos Reis e suas usinas, bem pensado. Parece que o filme é uma mistura do que pode acontecer com Angra e o que aconteceu em Fukushima no Japão.
Esse é o plot do filme: a população que lá mora e vive em função da usina; os mais velhos que já perderam maridos e filhos em acidentes anteriores; os mais novos que lá trabalham mas querem sair de lá; as crianças que já contam lendas sobre como a usina é uma grande panela elétrica de arroz no mar. E uma das coisas que mais gosto nos filmes sul coreano: o humor existe apesar de toda a tragédia.
Como já disse antes quando falei de outros filmes, sempre tem personagem engraçadão, quase um Didi Mocó mesmo no meio das tragédias.
E isso é uma das idiosincrasias que falei lá em cima.
Pandora é produzido pelos mesmos caras que nos deram Invasão Zumbi e esse novo é tão bom quanto o outro.
E aliás, uma das grandes coisas do filme é a comparação com o Invasão em muitas cenas de fuga e desespero, o que mostra na verdade que os filmes de monstros em geral são uma metáfora bem óbvia do nosso dia a dia.
Satisfação e diversão garantidas.

