Não se deixe enganar pelo título tosco, mas Hacker é um belo de um filme e sim, esse é o título brasileiro, sendo que o original é Blackhat.
O filme é sobre uma catástrofe: uma usina nuclear chinesa explode e descobrem que a catástrofe foi obra de um hacker.
Como disse Hitchcock no título original de seu filme Ladrão de Casaca, (it takes a thief) To Catch a Thief, é preciso de um ladrão pra pegar outro ladrão. Então os EUA e a China juntam 2 dos maiores hackers chineses e um americano, que por acaso está na cadeia.
Daí pra frente é um jogo de gato e rato para o trio pegar o malvadão terrorista, um de seus amigos.
Se liga no elenco: Chris Hemsworth, Viola Davis e o galãzinho chinês Wei Tang.
O filme tem um probleminha só, é um pouco longo. Mas vale a pena pra um dia de tédio.
E vale a pena porque é um filme do sempre bom Michael Mann, o diretor americano que ousa tecnicamente falando e sempre dá certo. O cara fez em 2004 é fundamental Colateral com o Tom Cruise e o Jamie Foxx em vídeo, talvez o primeiro filmão grandão feito em vídeo e isso antes do HD e do digital como a gente conhece hoje em dia.
Hacker também foi feito em vídeo e não o HDzão que a gente tanto gosta. Isso me incomodou um pouco no início mas depois me acostumei. E o melhor é que a agilidade do vídeo, das câmeras de vídeo na verdade, dá uma agilidade absurda ao filme.
Recomendo muito. E tem na Netflix.

