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72/2019 SEMENTES PODRES

Acho que todo mundo está precisando assistir alguns filmes bacanas, divertidos, pra cima, pra fugir da realidade FDP que temos vivido.

Eu, pelo menos, quando acho um filme como Sementes Podres hoje em dia fico muito feliz, filme francês bom me dá um prazer imenso.

Aliás, meu sonho era passar um ano postando só sobre filmes franceses. Quem sabe um dia.

Sementes Podres é um filme que eu poderia dizer ser um primo distante do também ótimo O Mundo É Seu: a dupla principal é formada pelo que parece ser a mãe e o filho ladrõezinhos mais pés de chinelo possíveis.

Ela é vivida por uma Catherine Deneuve com a cara mais lavada possível, ou com a melhor maquiagem pra deixá-la bem com cara de velha mesmo, como seu filho faz questão de frisar o filme inteiro, fazendo piadas com ela.

Ele é um trambiqueiro nos seus 30 anos, que vive com a mãe e vive uma vida besta e sem sentido.

Até que os 2, tentando dar o golpe em um outro senhor de muita idade, é pego por ele, que por acaso é um conhecido antigo da mãe.

Ele propõe para a dupla que trabalhe com ele em seu projeto de ajuda a adolescentes que foram expulsos da escola, em troca de não denunciá-los à polícia.

E lá vão os 2 perdidinhos, ela como secretária e ele como um educador de adolescentes problemáticos que só precisam voltar no próximo dia para outra aula, sendo que eles não são obrigados a frequentar esse curso.

Como diz o Hitchcock, “it takes a thief to catch a thief”, é preciso de um ladrão pra reconhecer outro, e nesse caso, o pilantra e sua mãe estão no lugar certo, a família disfuncional ajudando adolescentes disfuncionais.

E o legal do filme é que, além da comédia, da vibe bacana, de mostrar como é relativamente fácil falar com quem não se conhece, só se aproximando através da comunicação, sem enrolação, você fica o tempo todo esperando que algum problema vá acontecer, porque nem em filme tudo é um mar de rosas.

Sementes Podres poderia facilmente se chamar Ervas Daninhas, principalmente porque nem sempre a gente consegue reconhecer essa erva. De vez em quando ela cresce tão junto e tão enraizada aos frutos bons que é preciso um olhar muito apurado e delicado para enxergá-la.

E isso nós vemos nesse filme super despretensioso e super inspirador graças a seu criador, astro e diretor, o comediante francês Kheiron.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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