A Dark Song é um dos filmes mais inquietantes dos últimos anos.
O filme conta a história de uma mulher que contrata os serviços de um homem que se diz mago que lida com forças sobrenaturais e que pode ajudá-la a entrar em contato com seu filho morto.
Só que obviamente as coisas não são tão simples assim.
O filme se passa no Reino Unido, a magia de lá é sempre melhor que a magia do resto do mundo, em casos como esse de mago dos dias de hoje, pelo menos cinematograficamente falando.
O ritual é lento, desafiador, mega detalhado.
As “coisas” que vão acontecendo bem lentamente, bem vagarosamente, nos deixa na dúvida se é real ou se eles estão delirando e imaginando.
O diretor e roteirista do filme, o estreante Liam Gavin, constrói seu filme com esses adjetivos: lento, desafiador, detalhado, delirante.
Em princípio achei o filme arrastado.
Mas logo me dei conta os sentimentos de irritação e nervosismo e ansiedade que os personagens sentiam, era o que eu estava sentindo também.
E o adjetivo que por fim traduz o filme é sutileza. Agora, sutileza num filme de terror de ritual satânico para chamar demônios do inferno, nada é tão sutil.
Muitos pontos para o diretor que criou esse tour de force de 2 atores trancados em uma casa tentando falar com anjos e demônios em meio a muita violência física e moral (um pouco até demais de violência contra a mulher) e muita, mas muita sensação de perda de resistência e de achar aquele último sopro de vontade no fundo do ser.
Tudo isso culminando com um final surpreendente, sempre embalado por uma das melhores trilhas sonoras de filme de terror que já ouvi.


Um pensamento sobre “121/365 A DARK SONG”