Fuga Para a Liberdade começa com uma policial contando para uma mulher que a partir de agora ela vi ter que tomar conta de seu sobrinho só que ele ” parece ser um mau caráter, desobediente, roubo cuspidas, fuga, pedradas, chutes, vagabundagem e pixação”.
Daí sai do carro um moleque com a maior cara de fofo e que a partir de agora vai ter que morar com a tia e o tio no meio do nada.
O filme se passa na Nova Zelândia, mas no meio do mato, onde o tio do garoto caça porco selvagem (e enorme) pra viver.
Caipira perde.
Claro que o filme, além do moleque, é bem fofo, onde um selvagenzinho da cidade vai parar no meio dos selvagens de verdade e aprender a crescer e, na verdade, mostra que é menos selvagem do que pensavam que ele era.
Sam Neil é o tio caçador de porco, frio, distante, um véio sem paciência com um moleque mal educado, que vai mostrar que a vida não é só brigar e fazer o que quiser.
Uma historinha que podia ser besta ganha ares de filme pra se assistir por causa principalmente do bom humor e da direção precisa de Taika Waititi, que também fez o ótimo O Que Fazemos Nas Sombras, o pseudo-documentário mais bem humorado sobre vampiros.
Se a sessão da tarde fosse fodona de novo, Fuga Para a Liberdade seria o tipo de filme que passaria lá, o típico filme pra te fazer sentir bem.

