Mais um tiro certo da Netflix: Ícaro, um daqueles documentários com reviravolta de 180º que a gente tanto ama.
Um dia, um diretor de filme e ciclista amador frustrado, em choque com os acontecimentos e descobertas do caso de doping eterno do Lance Armstrong, tem uma brilhante ideia de usar os mesmos meios de doping do ex-campeão em competições amadoras.
Para isso ele procurou médicos nos EUA que lhe receitaram “remédios” e bombas mas que também o ensinaram como usar para que ele conseguisse burlar alguns exames.
Mas ele queria mais, queria burlas todos os exames.
Só que para isso ele não conseguiria respostas por lá e acabou sendo auxiliado por um russo, um dos maiores nomes em exames anti doping, chefe do maior laboratório do mundo, em Moscou.
O cara entra na “brincadeira” e vai dando o passo a passo ao diretor-ciclista, que vai melhorando consideravelmente em seus treinos e também vai congelando urina e fazendo outras coisas, como lhe foi mandado.
Mas o que eles não esperavam é que no meio tempo estourasse o maior escândalo de todos: a equipe russa olímpica russa de atletismo vinha fraudando os exames anti doping nas últimas décadas apoiadas pelo governo russo. E por isso foi banida dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.
E com isso, o Wada, o laboratório onde o amigo russo do diretor chefiava foi fechado.
De novo, no meio da preparação do diretor para a prova de ciclismo amador mais difícil do mundo.
A partir desse momento, o filme aponta suas lentes para algo muito maior e, o melhor, com um dos protagonistas da história nefasta sendo também um dos protagonistas da fraude menor.
Conselho: assista!
Thriller de ficção perde.

