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21/2019 FYRE FRAUD

Ontem falei do FYRE, documentário da Netflix sobre o maior truque e a maior fraude do mundo da música de 2017, o Fyre Festival, que nunca houve.

Hoje falo de outro documentário sobre o mesmo tema e que foi lançado no mesmo dia, só que produzido pela Hulu, Fyre Fraud.

O filme parece que foi feito com as sobras do documentário da Netflix mas também com muitas imagens iguais, provavelmente pegas de stories de Instagram e postagens de envolvidos na história toda.

Acho que se eu tivesse esse FFraud antes, teria gostado mais.

Só que não teve jeito, vi o outro antes e Fyre é muito melhor em todos os aspectos, desde qualidade técnica até a relevância das pessoas que dão entrevistas e contam suas histórias.

A única coisa que poderia ser ótima neste filme é que Billy McFarland, o idealizador junto com Ja Rule, truqueiro mór e hoje presidiário, é entrevistado.

Só que é aquela entrevista super chapa branca, onde o culpado não conta nada de novo, fala o que quer o entrevistador faz que provoca mas não provoca nada.

É tipo a entrevista que o Flavuxo Bozonazi deu para o Boris Casoy, que mostra uma papelada com o logo da Caixa Econômica, para provar alguma coisa, só que mostra de longe e que provavelmente foi feito no paint pelo sobrinho nerd dele.

Ah e tem outra ainda, aparece a namorada do Billy, uma russa maravilhosa que “o conheceu” nos últimos meses e como não sabia quem era, foi ao google, descobriu a história toda mas tá com ele porque ele é um fofo.

Como seu concorrente Fyre, Fyre Fraud também não conseguiu ter, por exemplo, Ja Rule detonando todo mundo, se desculpando ou assumindo responsabilidade.

O que podemos ver, fora dos filmes e no youtube, é o rapper falido reclamando de ambos os filmes, falando que um foi pago pela equipe que se fudeu e o outro, este da Hulu, pago pelo próprio McFarland.

O que me irrita nos 2 filmes é que conseguiram fazer 2 documentários ao mesmo tempo e nenhum dos 2 conseguiu nenhum escândalo absurdo pra mostrar, nada do que já tenha sido desmascarado antes nas internets da vida.

O que prova que hoje em dia o cinema de documentário, apesar de estar em seu auge, tem que tomar o cuidado de não ser só um amontoado de informações conhecidas e colocadas em uma ordem decente.

E a conclusão depois dos 2 filmes: a geração dos millennials, dos playboys ricaços, pedem para serem enganados. Essa geração que se alimenta de Facebook e Instagram e Whatsapp, que venera mídias sociais e influenciadores digitais e youtubers, não tem a menor condição de viver num mundo real. Se esses caras tivessem 2 neurônios ativos, saberiam, como diz um humorista em um dos filmes, que nnao se paga 25 mil dólares para ir para as Bahamas ver um show do Blink 182.

Esses são os caras que acreditam nos Bolsonaros e Trumps da vida, que acham que os comunistas comem criancinhas, que acham que nazista é de esquerda, que vai atrapalhar manifestação de indígena, que ainda bate em mulher e diz que tava bêbado e alterado, que acredita em mamadeira de piroca e em ministra sapatão que fala que menina é princesa de rosa.

A desgraça anunciada.

E pra mim playboy e ignorante funcional tem que se f*der mesmo. Assisto de camarote e aplaudo.

NOTA: 🎬🎬

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