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246/365 AO CAIR DA NOITE

Ontem eu de propósito falei do filmaço Krisha só pra adiantar o quanto eu tô apaixonado por seu diretor, Trey Edward Shults, que com 28 anos de idade lançou esse ano seu segundo filme, e melhor ainda que o filme da tia louca, Ao Cair da Noite.

Ao Cair da Noite é mais um pós terror, filme que te deixa tenso o tempo inteiro, mesmo que você não saiba o que vai acontecer, ou ainda mesmo que não imagine se alguma coisa pode acontecer, já que esse tipo de filme acontece em pedaços de histórias, não necessariamente tendo uma “explicação” sobre o porquê da história estar acontecendo ou até se ela vai pra algum lugar.

Neste caso o filme se passa numa floresta, no meio do nada, onde em uma casa absolutamente guardada vive uma família onde o pai, a mãe e o filho estão na primeira sequência enterrando o avô, numa das primeiras sequências mais tensas e frias e cruas dos últimos tempos.

Logo depois descobrimos que essa família vive com muito cuidado e muitas regras a serem obedecidas para que não aconteça com eles o que aconteceu com o avô.

Até que uma noite, são acordados por barulhos de alguém que estaria tentando invadir sua casa.

Daí descobrem que por perto es esconde outra família de onde veio o pai à procura de água, deixando para trás sua mulher e seu filho.

Com os 2 pés atrás, eles precisam resolver se ajudam a família e correm esse risco (que não sabemos ainda qual é) ou se matam o pai e seguem suas vidas.

Aos poucos vamos descobrindo pistas sobre o que pode ter acontecido e os levado a esse medo.

E é aí que o filme vai ficando cada vez mais interessante. Com essas pistas. Que vão nos confundindo cada vez mais.

O pós terror não é pra qualquer um, apesar de ser um dos “gêneros menores” do cinema.

No pós terror não tem o monstro óbvio, as pistas óbvias, a turma na casa da floresta abandonada.

Hoje em dia esses detalhes do terror dos anos 1980’s e 1990’s servem na maioria das vezes para distrair e confundir o espectador.

E nisso Ao Cair Da Noite e seu diretor Shults e o roteiro que lhe caiu em mãos são precisos.

O filme é um projeto de um dos melhores atores em ação hoje em dia, o australiano Joel Edgerton (que na minha opinião deveria ter levado o Oscar esse ano por Loving), também um diretor esporádico.

Mas desta vez ele teve visão suficiente para chamar uma estrela em ascensão e muito bem que o fez.

Ao Cair da Noite, de novo, se passa em uma cabana no meio de uma floresta, no que parece ser um mundo pós apocalíptico onde seis personagens são absolutamente bem orquestrados.

E para não falar só de Edgerton, o filme ainda tem minha preferida da vida, a neta do Elvis Riley Keough, o bonitão Christopher Abbott , a inglesa Carmen Ejogo e o destaque, o novato Kelvin Harrison Jr, como o filho de Edgerton.

Imperdível, pra quem quiser entender e se acostumar pra onde vai o terror daqui pra frente.

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