Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha tem 2 elementos para ser um ótimo filme inglês.
Primeiro: é estrelado pela Judi Dench.
Segundo: é dirigido pelo mestre Stephen Frears.
Começando do começo: Judi é sim a grande dama do cinema. E não só do cinema inglês.
Eu acho que se a Fernanda Montenegro atuasse em inglês em Hollywood e afins, seria a grande “concorrente” de Judi Dench. Entre aspas porque, claro que isso não acontece.
As 2 tem a mesma idade, 82 anos e Judi faz o que quer e o que não quer, como vemos nesse filme.
Sorte nossa que temos a Fernandona numa novela hoje também dando um showzinho, mas nada como um filme com uma história boa como essa pra nos fazer viajar um pouquinho.
Judi é a rainha Victoria da Inglaterra que em 1887, nas comemorações de seu jubileu de ouro, recebe um presente da Índia, onde ela é imperatriz. Para isso, eles enviam um homem “alto” e ela se impressiona tanto com ele que faz com que Abdul vire um tipo de secretário direto dela.
Para horror da nobreza inglesa, já que a Índia e seu povo eram considerados sub raça naqueles tempos e ter um homem “desses” tão próximo da rainha era algo impensável, já que ele era hindu e, para piorar, muçulmano.
Mas a amizade dos 2 só aumenta, ele começa a dar aulas pra ela e a corte fica cada vez mais chocada.
Eu li que a história do filme não corresponde com a real história deles, que era pouco conhecida até que o livro de onde o filme foi baseado, foi lançado em 2010 para sucesso de público.
A direção de Stephen Frears é sutil, delicada e precisa, como sempre, numa comédia leve que aos poucos se torna um dramão.
Frears faz questão de ficar em um plano secundário para que a história e seus 2 personagens sejam as estrelas do filme.
Não é uma obra prima, mas é um bom filme com um show de uma grande atriz.
