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358/365 CONFRONTO NO PAVILHÃO 99

Cho ca do!

Ainda não sei se Confronto no Pavilhão 99 é o melhor ou o pior filme do ano.

Juro!

Um filme com o Vince Vaughn, minha gente.

Um filme de vingança, de cadeia, de cara fortão que acaba com todo mundo, de esposa grávida sendo ameaçada.

Tudo isso com um puta roteiro, uma puta direção, uma luz absurda de linda, nunca vi cadeia tão bem fotografada, direção de arte bizarra, elenco monstro e o mais impressionante de tudo: Vince Vaughn arrasando!

Ah, e esse é o tipo de filme que eu assisto mas que já começo com raiva, porque a gente sabe que o cara vai ser preso e fica nervoso até ele ser preso, tipo sofrendo com as decisões erradas que ele venha tomar.

Vince faz um ex-boxeador, agora um motorista de guincho pé rapado, que já começa o filme sendo despedido.

Tão zuado que é, chega em casa pra descobrir que a mulher dele, a ótima Jennifer Carpenter,  irmã do Dexter, tá tendo um casa.

Pronto, já sei que ele vai ficar puto, matar a mulher e vai preso.

Mas não. Ele é tosco mas é fofo. Ele tá grandão, careca, mal encarado, com uma tattoo de cruz na cabeça, quebra o carro dela mas resolve que eles vão repensar o casamento, conversam civilizadamente e chegam à conclusão que vão ser melhores um para o outro.

É, chocado.

De repente pula o tempo, ela está grávida, eles moram numa puta casa e a gente descobre que ele está trabalhando com um traficante lindaço, o Marc Blucas, enchendo o rabo de dinheiro.

Pronto, é aí que ele vai rodar.

E ele roda, mas não roda e acaba rodando mas demonstrando outro lado fofo bizarro.

Bom, aqui está o único ponto falho do roteiro pra mim, o sumiço do traficante/patrão dele quando ele vai preso.

Ainda mais com tudo o que acontece daqui pra frente.

O bandido fofo vai preso por causa de um esquema de ir buscar muita droga e ser pego numa emboscada policial com outros 2 caras e por causa desses caras ele se fode mais ainda.

Outro traficante, chefe desses 2 caras, coloca a culpa no fofo e quer que ele pague a fortuna que teve de prejuízo. Pra isso ele vai ter q se virar e, então, o trafica do mal usa a esposa grávida como garantia.

A metade do filme que se passa na cadeia é a 1 hora mais violenta e explícita e animal e sádica do ano no cinema.

Vince vira um animal irracional para poder cumprir o que tem que cumprir e salvar sua esposa e sua filha que está por nascer.

Você sabe que na cadeia os caras não tem armas, facas, porretes, então o cara tem que ser forte e criativo.

E não só para sobreviverem dos outros presos que já estão atrás de você só porquê, mas também do traficante do mal que, claro, quer sua cabeça de qualquer maneira.

E o pior, o tal do pavilhão 99 do título é, como o diretor da cadeia Don Johnson diz, a cadeia da cadeia, o fim do caminho, o fim da esperança. Lá não é uma cadeia de segurança máxima, é uma cadeia de esperança mínima.

BAHM!

E, cara, criatividade e sadismo e ódio e sede de vingança juntos fazem desse cara um dos personagens mais interessantes do ano.

Frio, calculista, forte o suficiente pra sobreviver num ambiente hostil, inteligente, apaixonado, tudo junto.

Demais. Com um dos melhores finais de filme do ano.

Todos os méritos, claro, vão para o diretor e roteirista Steven Craig Zahler, que até então tinha feito uns filmes nada demais mas que a partir desse Confronto no Pavilhão 99, entra totalmente no meu radar das promessas futuras do cinema americano.

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