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051/2020 VFW

VFW é uma porrada na cara. Tão forte que arranca a cabeça fora. E espirra todo o sangue do teu corpo pelo buraco.

Ah, e a cabeça arrancada ainda é pisoteada até virar uma massa disforme no chão.

Resumindo: o melhor gore/slasher/horror e porradaria possível.

O filme é dirigido pelo prodigiosinho do sangue Joe Begos, diretor do meu preferido Bliss, então imagine que vai ter muita luz vermelha no filme.

Pra completar, VFW é produzido pelo povo que fez Confronto no Pavilhão 99, Satanic Panic, Puppet Master (o do boneco nazista) e mais um monte de absurdo bom.

VFW é o nome de um bar de veteranos de guerra, já velhinhos que se encontram pra falar de suas lembranças e beber muito.

Do outro lado da rua, fica um prédio dos infernos, meio que uma casa de crack, onde os usuários de uma nova droga, mais punk que tudo o que a gente conhece hoje em dia, vão para usar e de lá não saem mais.

Tipo uma cracolândia entre 4 paredes e alguns andares.

Só que essa tal droga transforma os viciados em pequenos (grandes) monstros, sem medo, sem poder de reflexão, sem noção do real, onde obedecem quem? O traficantezão.

Numa noite qualquer de monstrinhos pra cima e pra baixo, a irmã de uma usuária que se jogou do topo do prédio porque o traficante mandou, consegue entrar no escritório do cara e roubar todos os pacotes de droga que lá estavam.

E ela foge para o bar em frente. O VFW.

Os veteranos, que se preparavam para ir a um clube de strip tease comemorar o aniversário de um deles, tem que se defender como podem dos monstros vindos do outro lado da rua para tentar pegar a mochila cheia de sua “energia vital”.

Ah, claro, e matar todo mundo que eles encontrarem pela frente, como mandou o chefão em sua jaqueta de couro cheia de spikes.

Isso tudo nos primeiros 10 minutos de filme, 15 no máximo.

Daí pra frente, o que falei lá no começo de banho de sangue e cabeças pisoteadas é só um aperitivo do que vem por aí.

Se você assistiu algum dos filmes que também citei acima, já imagina que a violência, o sangue, a crueldade e até a psicodelia dessa turma vem acompanhada de um sub texto que nem é tão metafórico assim no roteiro, é bem na cara e bem eficaz.

VFW é filme pra quem tem a manha, pra quem não se enoja e não se importa com um velhinho, quase perdendo o controle, pisoteando um doidão até não ter mais o que pisar. Mas que só para porque alguém o avisa que já deu.

O diretor Joe Begos prova com VFW que todos os cacoetes estilísticos de Bliss estavam lá mesmo para contar a história, que não eram só uma cópia de Mandy.

Aqui ele fez um filme no escuro, quase no breu, mas que a gente acaba vendo até mais do que deveria.

Só espero que essa turma toda continue nessa pegada sanguinolenta e cruel e que o próximo petardo seja mais radical ainda.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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