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9/365 BLAME

Blame é um filme de high school com a nerd, as meninas malvadas, a estranhona gótica, as aulas de teatro, o bullying, os empurrões no refeitório, os moleques babões, o sexo meia boca, a inveja e o professor gato e sedutor.

E apesar de tudo isso, ou por causa de tudo isso, o filme é bem bom.

Bela reviravolta de história típica adolescente mas sem as cabecices e o hipsterismo lady birdiano.

Blame é tudo aquilo que escrevi. Se passa numa escola de subúrbio americana onde um novo professor de teatro bem bonitão começa a montar As Bruxas de Salem para apresentação de fim de ano.

Só que em meio aos ensaios, a aluna dedicada e estranhona e gótica vai aos poucos se interessando pelo professor/diretor e ele vai dando trela, sem querer querendo.

A “dona” da classe, a famosinha de cabelo vermelho percebe que alguma coisa está acontecendo e não se conforma que a estranhona vai fazer o melhor monólogo da peça e não ela.

Então ela vai aos poucos tentando tornar a vida da gótica um inferno, mas num filme como Blame, a vida da menina popular é que vai virando um inferno de tanta nóia dela com sua inimiga.

Em paralelo, professor e aluna vão se aproximando cada vez mais e a relação deles fica em ponto de soltar faísca quando eles estão muito perto, até que um beijo acontece.

A menina fica obcecada pelo professor mais velho, mais culto, mais interessante, mas não solteiro. E dele não larga mais, inclusive pelo telefone, vira uma stalker boa.

E ele se esquivando, dando desculpas para eles não ficarem mais sozinhos nem nada.

Até que em uma das melhores cenas do filme a adolescente pergunta ao professor por que ele a beijou se não ia querer nada com ela. Aí vemos a pureza da adolescente versus a frieza adulta. Um beijo é só um beijo dependendo pra quem. Muitas vezes não é não.

Lá do outro lado, a popular do cabelo vermelho fica armando com todo mundo para tentar pegar o casal no pulo para acabar com a vida deles e para ela poder… nada, né, porque ela é uma adolescente de 17 anos de idade que não tem o que fazer além de ser uma mala prepotente.

O filme é estrelado e escrito e produzido e dirigido pela ótima Quinn Shephard, que faz a gótica beijoqueira e co-estrelado pela melhor ainda Nadia Alexander, seu nêmesis de cabelo vermelho.

Mas pra mim o destaque do filme é o professor sedutor sem querer Chris Messina, que sempre aparece em papeis pequenos e aqui mostra muito a que veio.

A diferença de um filme como esse para o hype Lady Bird é que Greta Gerwig conta uma história de adolescentes via suas memórias, então com tons muito adultos.

Em Blame, Shephard entra de cabeça no mundo dos adolescentes de uma high school e o filme está mais para O Clube dos Cinco e suas quase infantilidades.

Sem dizer que a reviravolta final de Blame e seu final como só poderia acontecer num mundo adolescente onde nada é para sempre, é uma das grandes coisas do filme.

Nota: 🎬🎬🎬1/2

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