Everything Beautiful Is Far Away é um belo de um filminho estranho.
Poderia ser melhor? Poderia, sempre.
Mas não é um filme porcaria de se jogar fora.
O filme tem o triângulo amoroso mais estranho dos últimos anos, o que já é uma grande coisa.
Num planta qualquer, ou na Terra em algum lugar do futuro ou de um presente paralelo que deu ruim, um homem vaga com sua cabeça de robô, sua única companhia, até que surge do nada uma garota.
Ela está no meio do deserto quase morrendo e ele a salva.
Quando ela acorda, ele explica pra ela porque ela ficou ruim, que ela comeu um fruta errada e como evitar.
Ela e ele (e a cabeça, que se mostra bem cuimenta) se juntam à procura de um lago misterioso que pode ser a salvação da vida deles.
Ela sabe do lago, que é praticamente uma lenda e ele sabe por sonhos que teve e por isso criou uma história em quadrinhos contando onde ele se localizava.
A busca dos dois (ou dos três) pelo lago é mais do que isso, é a busca pela sobrevivência, por um futuro que talvez não exista se não por isso.
E ao pensar que uma dupla perdida num planeta sem mais ninguém fosse dar um filme tedioso e sem graça, vai na minha e pode arriscar.
O filme é uma tour de force de dois atores bem promissores, o bom Joseph Cross que vem fazendo sucesso em séries de tv e a preferida Julia Garner, que quase rouba a cena na boa série Ozark da Netflix e rouba total em Almas Secas.
Nota 🎬🎬1/2
