Confesso que assisti esse filme por causa do Alessandro Nivola, que é um ator que gosto pra caramba e que não sei porque faz muito poucos filmes. E quase sempre filmes bem meia boca.
Almas Secas é quase bom.
E a melhor coisa do filme é mesmo o Nivola, que inclusive ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Tribeca.
O filme conta a história de duas melhores amigas, Juno Temple e Julia Garner, que estão em época de entrar na universidade e acabaram de passar um verão de muita festa, muito tempo juntas e um percalço bem traumático.
Nivola é o professor de uma delas, um escritor famosinho que resolve viver em uma cidade pequena para relaxar e escrever mais ainda.
E claro, bonitão, acaba ficando com ela apesar de ser casado e sua mulher, apesar de morar longe, ser bem presente em sua vida, a ótima Maggie Siff, de Mad Men e Sons of Anarchy.
A outra amiga sofre com o ex namorado que a odeia, a trata mal, mas mesmo assim quer ficar com ele.
As duas com problemas amorosos ao mesmo tempo e sem saber como ajudar uma a outra.
As duas sofrendo pela entrada na vida adulta sem saberem como fazer ou porque fazer.
O problema do filme é a falta de punch, de profundidade em todas as personagens.
A diretora Liz Garcia falha nesse ponto que acaba sendo uma pena, porque a história em princípio é interessante mas o roteiro é falho em querer mostrar demais como as meninas se sentem apesar de tudo e não mostra o que sentem por causa de tudo.
