28/365 BORG VS MCENROE

Pra quem não liga para jogos de tênis como eu, ver 2 filmes bons sobre o esporte em menos de 3 meses é um feito digno de match point.

Tá, parei.

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BORG VS MCENROE recria e conta muito bem contada a história da famosa final de Wimbledon de 1980 onde Bjorn Borg jogou para ganhar o quinto título consecutivo do torneio, feito inédito até então.

Contra ele estava a estrela cadente em ascensão John McEnroe, seu extremo oposto, seu nêmesis.

O diretor Janus Metz Pedersen conta muito bem a história da disputa mas também do antes do tão famoso jogo, mostrando exaustivamente o quanto os dois jogadores são opostos de um mesmo espectro.

Como dizem no filme, eles eram “a rivalidade perfeita”.

Borg era considerado uma máquina, frio, calculista, sem emoção.

Já McEnroe era o cara que gritava, sofria, quebrava raquetes, brigava com os juizes, repórteres e com a torcida constantemente.

Nada melhor que esses dois jogando um contra o outro para mostrar o quanto essa rivalidade deu bons frutos.

Borg foi um dos maiores jogadores de todos os tempos, que se aposentou com 26 anos de idade, no topo da carreira.

McEnroe continuou, ficou mega famoso, até hoje aparece sempre que pode, inclusive fez uma ponta no filme Freak Show como professor de educação física do colégio, bem nervosinho, claro, numa piada para ele mesmo.

BORG VS MCENROE tem uma bela recriação de época, principalmente no look do filme, na fotografia e na direção de arte.

E a dupla de atores que vivem os dois tenistas não poderia ter sido melhor escolhida: o sueco Sverrir Gudnason faz um Bjorn Borg inesquecível e o também esquentadinho Shia LaBeouf foi a escolha óbvia e ótima para o papel de McEnroe.

(E só pra constar, Sverrir é o próximo nome forte de Hollywood: vai ser Mikael Blomkvist na continuação de Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres com a rainha Claire Foy de Lisbeth Salander e ainda com o bonitão Claes Bang de The Square, dirigidos pelo uruguaio meu preferido Fede Alvarez de Homem nas Trevas. Promete!)

Vendo esse filme percebemos que a vida é cheia de extremos e que sim, podem existir duas pessoas que se cruzem de uma forma ou de outra e que sejam os seus opostos. Mas no final confirmamos o quanto os opostos se atraem mesmo.

NOTA 🎬🎬🎬

(opção para assistir o filme)

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