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48/365 O OCASO DE UMA ESTRELA

Esse é um post “dá licença” para eu reparar uma falha da minha história cinéfila.

Eu tento durante o ano assistir uns filmes mais antigos para compensar o monte de porcariada nova que vejo e nunca posto nos 365 do ano.

Mas esse não resisti.

Eu nunca tinha assistido essa porrada que é O Ocaso de uma Estrela, a cine biografia da cantora Billie Holliday, vivida pela grande Diana Ross e que me deixou de queixo caído.

Eu sempre penso nesse filme mas nunca tive oportunidade de ver.

Ele acabou caindo no meu colo em uma pesquisa que estava fazendo essa semana e parei tudo para me jogar.

Que lindo, que triste, que filme, que atriz, que história, senhorjesusdemisericórdiadasétimaarte!

A história de Billie Holiday é bem conhecida, de menina muito pobre que vira prostituta para sobreviver depois de um estupro que sofre, ela acaba nos clubes de negros, claro, de NY onde tenta ser dançarina.

Mas ela não era bonita e era muito desajeitada, e em um teste, com a ajuda dde um pianista, que vai vir a ser o seu grande amigo da vida, e que no filme é vivido pelo meu ídolo Richard Pryor, ela canta, encanta o dono do clube e começa a trabalhar no casting do clube.

Aos poucos ela vai conquistando as pessoas, sai em uma turnê pelo país com uma banda de brancos, ela sendo negra, não acredita que vai dar certo mas vai e deixa para trás seu namorado/marido e sua mãe que tanto ama.

Nessa turnê que começa muito bem, ela vai se cansando, se deprimindo ao ver a realidade dos negros no sul americano e começa a usar heroína, a grande responsável por tudo de ruim que acontece em sua vida daqui para frente e apesar dos pesares, ela vira o grande nome do blues americano, uma das maiores cantoras de todos os tempos, uma diva.

(A sequência da linda Strange Fruit no filme é de cortar a alma, Billie vê um negro enforcado e um cortejo para retirá-lo de uma árvore, a fruta estranha de uma árvore do sul, com sangue nas folhas e sangue na raiz)

Bom, tudo isso para dizer que fiquei primeiro chocado com a direção do Sidney J. Furie, um dos grandes diretores clássicos americanos, que hoje está com 85 anos de idade e ainda fazendo filmes.

Mas o que me deixou abismado mesmo foi Diana Ross como Billie Holiday.

Que mulher, que atriz.

Que interpretação.

(Aqui a maior ode à ressaca, bom dia dor de cabeça, ela cantando doidona de heroína)

Diana cantando Billie o filme inteiro não parece nada Diana e sim Billie, me deixou às lágrimas em mais de um momento do filme.

O Ocaso de uma Estrela é uma aula de interpretação, de “baixar o santo” mesmo.

E uma aula do que um bom diretor faz com uma boa atriz em um filme.

Que felicidade.

NOTA 🎬🎬🎬🎬

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