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93/365 BOMB CITY

P.U.T.A. F.I.L.M.E.

1997, em Amarillo, Texas, uma cidadezinha no meio de um dos estados mais conservadores dos EUA, uns punks vivem num squat, escrevem músicas, fazem shows, bebem, se drogam e, claro, brigam muito com os playboys/atletas da cidade.

A rivalidade deles aumenta cada vez que eles se pegam e em um desses dias errados, num quebra pau monstruoso, a desgraça anunciada acontece.

Ah, e isso é uma história real, mais uma com o fim mais estúpido de todos.

E Bomb City conta essa história de uma forma tão boa, com uma cinematografia tão certa e com uma direção tão primorosa que eu estranharia se esse filme indie, pequeno, estranho e único não aparecer nas listas de melhores de 2018.

Esse é o tipo de indie que eu adoro: sem atorzão tentando pagar de alternativo, sem malabarismos de produção.

Mas sim um filme com um puta roteiro acariciado por uma edição brilhante para contar uma história da tragédia desses punks, que além de tudo que escrevi acima, ainda criaram uma das maiores instalações de arte da história americana.

E o melhor de tudo: Jameson Brooks, o diretor que também escreveu o roteiro e que dá um show com esse filme.

Eu torço para que o filme passe em algum festival, ou entre em algum serviço de streaming, nem que seja pelo apelo final do filme, porque vale a pena.

A história é punk e o filme também.

Por vezes Bomb City me lembrou ser um híbrido de Jarmusch com Jarman, imagine que coisa linda.

E a moral da história é a seguinte: nós todos vivemos em Bomb City. E se você é um pouco diferente do “normal”, tenha cuidado. Que merda.

NOTA 🎬🎬🎬🎬1/2

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