Juro que o que mais me animou para assistir Paterno foi a minha musa das musas, Riley Keough, a neta do Elvis, a maior de todas.
Depois fui ver que o filme é estrelado por Al Pacino.
E depois ainda fui ver que conta a história de um famoso técnico de futebol americano, Joe Paterno, acusado de acobertar um escândalo de pedofilia no time da Universidade que ele comandava.
Por fim, vi que Riley faz o papel da jornalista que descobriu toda a história e por isso foi premiada com o Prêmio Pulitzer.
O filme é dirigido por Barry Levinson, o que também é uma grande coisa, mas o problema de Paterno é que a história é tão monumental que nenhum desses nomes que citei, nem o ótimo elenco secundário, nem o diretor nem a produção monstra da HBO são suficientes para sua grandiosidade.
À medida que você vai assistindo o filme, vai deixando de se importar com Pacino ou Riley ou quem quer que seja.
O horror ali contado é tão absurdo e tão revoltante que nada mais importa, você só quer saber como a história termina.
O problema é que o filme é focado em Paterno, que sim era um ídolo em sua cidade, um cara que levou seu time a 409 vitórias, feito até então inédito por lá.
E como Paterno é vivido pelo monstro Al Pacino, o filme fica mostrando demais como ele lidou com o escândalo, o que ele fez e não fez quando soube dos abusos, como a Universidade e como a população lidou com ele, as reuniões que ele fazia com advogados, com a família, quando o interessante seria mostrar a investigação da repórter, o sofrimento das famílias dos meninos que sofreram o abuso, suas histórias.
Opções, né?
Deve ser difícil pensar em não usar um Al Pacino.
NOTA 🎬🎬🎬1/2

