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124/365 MOHAWK

parece comédia mas é um puta drama profundo

o coronel pelado lava o sangue do filho da cara e acha um pedaço do filho atrás da orelha

o caolho de óculos, o intelectual meio francês, o barbudo coxo e o coronel

não tem enrolação, é tiro de soldado contra indio e o povo morre mesmoe acabou

problema é a fotografia e a camera, muito zoom

Que delícia quando do nada aparece um puta filme como esse Mohawk.

Quer dizer, não é uma obra prima animal, mas nessa época de filmes porcarias que é a entre safra entre o Oscar e os filmes de verão, Mohawk é um salva vidas.

Em terra de cego…

Mohawk se passa nos EUA lá pelos anos 1800 onde soldados americanos bem do mal, acabam encontrando um trio bem heterodoxo, perdido no meio da floresta, formado por um soldado inglês, uma índia moicana e seu irmão moicano.

O trio vive numa harmonia que eu até comparo com a do trio de Os Sonhadores do Bertolucci, se fosse explorada dessa forma.

O problema é que os soldados americanos chegam chegando, atirando pra matar e não estão nem aí quando tentam fazer com que suas perguntas sejam respondidas.

Como diz o inglês logo no início do filme, a história dos índios americanos escalpelarem suas vítimas é uma lenda, quem tira os escalpos, na verdade, são os soldados americanos que chegavam matando e depois perguntavam.

Mohawk é meio que a mistura de Os Sonhadores com Pocahontas só que numa vibe de terror.

Tem o soldado inglês apaixonado pela guerreira Moicana, tem o irmão dela, lindão e fodão com a melhor maquiagem do ano, tem a relação bem próxima dos 3 e tem o bando de monstros que os atacam, os americanos.

O filme é um grande jogo de gato e rato, sendo que todo mundo é gato e todo mundo é rato, todo mundo caçando e fugindo pra se proteger ao mesmo tempo.

O bacana de Mohawk é que o filme começa no meio da história, não tem muita explicação para o que já está acontecendo e o que precisamos saber, é contado aos poucos daí pra frente.

Mohawk, em algumas partes, parece ser uma comédia tensa, por causa do bando de soldados americanos, que meio parecem ser um exército de Brancaleone de tão caricatos que cada personagem é. Mas aos poucos vamos percebendo a “função” da pseudo caricatice e que a comédia, na verdade, é um riso tenso que nos causa, porque o filme é bem isso, tenso, profundo só que não desesperadamente óbvio.

A sutileza do roteiro de Mohawk é o contrário da sutileza que não existe estilisticamente em um filme de terror estranho como esse.

Um exemplo disso é um cena onde os soldados estão brincando e falando bobagens e ao fundo da cena vemos o capitão do grupo nu, na beira do riacho banhado em sangue de seu filho que acabou de ser morto.

Se o filme tivesse um pouco mais de dinheiro e um pouco mais de cuidado com a direção de fotografia, a luz e a câmera, seria um dos grandes do ano.

NOTA 🎬🎬🎬🎬

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