Eu amo quando chego ao final de um filme como O Fantasma da Sicília e descubro que foi baseado em uma história verídica.
E que a história é ainda mais punk que o filme.
O filme conta a história de Giuseppe, um menino de 13 anos de idade, bem alegre, bem imaginativo, que tem uma namoradinha da mesma idade, Luna, talvez mais criativa que o próprio Peppe.
Eles moram em uma cidadezinha da Sicília, estudam na mesma escola e sempre vão brincar na floresta ao redor da cidade.
Um dia Peppe some misteriosamente e Luna não vai se cansar enquanto não encontrá-lo.
O problema é que o sumiço de Giuseppe é só um mistério para sua família e amigos, porque nós sabemos que ele foi sequestrado porque seu pai, um mafioso famoso que foi preso, está delatando seus ex companheiros de crime.
E isso na máfia da Sicília, a máfia das máfias, a máfia de verdade, é imperdoável.
E claro que os bandidões vão fazer o que puderem e quiserem com o filho do delator para que ele pare de delatar.
E essa máfia é o fantasma da Sicília do título.
O filme é uma fantasia dramática e linda, por uma lado.
O amor adolescente que Luna sente por Giuseppe é daqueles de nos lembrarmos o quanto nos faz falta sermos ingênuos na nossa vida adulta e estilhaçada pela crueldade dos anos.
Luna faz de tudo para achar sua paixão e acaba sofrendo as consequências de uma imaginação sem limites.
Já Giuseppe sofre nas mãos dos mafiosos pagando por ações que não são suas, sem poder fazer nada a respeito mas não consegue sofre em silêncio.
Imagina uma fantasia maluca de uma menina procurando por seu namorado que sumiu, viajando muito, sonhando muito ao mesmo tempo que o namorado foi sequestrado e está sofrendo preso sem a menor chance de escapar.
Doideira.
À medida que o filme vai passando, que o tempo no filme vai passando, vamos sofrendo mais e mais por ele estar sequestrado e por ela estar sofrendo.
E de novo, saber que o filme tenha sido baseado numa história real de um sequestro e como termina, já valem as 2 horas do que vi e adorei.
Não por menos o filme ganhou o prêmio de roteiro em Sundance e abriu a Semana da Crítica em Cannes ano passado.
NOTA 🎬🎬🎬🎬

