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168/365 OITO MULHERES E UM SEGREDO

Pelo que tenho lido todo mundo gostou muito de Oito Mulheres E Um Segredo, a versão feminina de Dez Homens e Um Segredo, onde a irmã ladra do ladrão do outro, também gênia do crime como seu irmão, pensa num roubo milionário.

Não é porque Hollywood finalmente se ligou que até hoje só fudeu com as mulheres que qualquer porcaria só com mulheres como atrizes principais deva ser louvada.

Como não devem ser louvadas as porcarias “estreladas” por gays ou por negros ou por qualquer outra minoria apenas pela “brodagem”.

Que bom que o filme tem um monte de mulher boa e nenhum homem como ator principal.

Mas que filme porcaria.

Que roteiro ruim.

Que direção preguiçosa.

Por que o filme delas tem que ser a um evento de moda? Por que não podem roubar um cassino também, um banco, o caixa forte do Tio Patinhas, a casa da moeda?

Será que não é ser muito condescendente com uma visão velha do feminino em um filme que se vende como empoderador?

Tá, mas já que vão roubar o colar no Met Gala, por favor, pensem um pouco mais e resolvam o roteiro de uma forma mais convincente e inteligente.

O jeito que “somem” com o colar roubado é patético, vai!

Sandra Bullock tem uma única cara o filme inteiro, culpa do botox, de sei lá do quê mas não minha culpa. Paguei, quero ela boa atriz.

Cate Blanchet parece que fez o papel de uma atriz ruim fazendo o papel de uma ladra perdida num roubo espertão.

Rihanna? A Rihanna tava no filme como ela esteve em alguns outros, um desastre. Ela não tem amiga pra avisar que tá ruim?

E não, a Helena Bonhan-Carter não tá bem no filme. Ela é uma caricatura pífia dela mesma. Vi uma entrevista dela no Graham Norton que até ele mesmo adivinhou o que ela tinha feito no filme, sem que ele tenha assistido. Quer dizer.

Quem se salva, sem muito esforço, é a chatinha Anne Hathaway.

Tenho certeza que ela se ligou no que estava acontecendo ao redor e falou: esse tá fácil, vou me esforçar um pouquinho que já era.

E não, não dá nem pra criticar o resto do elenco que arrasa na tv e que some na telona: Sarah Paulson, bitch please. E a Mindy Kaling fez uma série que estreou essa semana na Netflix por aqui, Champions, que é engraçadinha meia boca mas que dá de 10 a zero nesse elogio ao roubo, à falcatrua, ao jeitinho, ao suborno e a impunidade em tempos tão sombrios.

E não, não tô chato não. É só parar pra pensar um pouco.

NOTA 🎬1/2

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