176/365 HEREDITÁRIO

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Faz uns dias já que assisti Hereditário e não conseguia escrever sobre o filme.

Hoje eu fui ver de novo e cheguei à conclusão que a única coisa a ser dita é que Hereditário é o filme mais doente dos últimos anos.

Ari Aster, o roteirista e diretor que estreia com Hereditário, é uma pessoa doente. E fez O filme doente.

Hereditário é um marco no cinema. E não só no cinema de terror.

Tem O Exorcista, O Bebê de Rosemary e agora tem Hereditário.

Fazia tempo que não cobria meus olhos em alguma cena de um filme de terror.

E nesse caso, nem foi em uma cena gore desgraçada, foi numa cena onde uma personagem come uma fatia de bolo.

O bom de Hereditário é que é um filme de desgraça anunciada. E o diretor Aster faz isso muito bem, ele vai deixando um rastro pelo filme para que logo em seguida as coisas aconteçam, o que é de uma filhadaputice sem tamanho, porque o cara mostra que ele faz o que ele quer, como ele quer e problema de quem esteja assistindo.

Ou melhor, prepare-se, você que está assistindo.

Lembre-se, o diabo está nos detalhes.

O filme conta uma história de fantasma e espíritos como nunca antes contada e pra isso Aster criou a família disfuncional perfeita.

O filme começa com o velório e enterro da mãe de Annie, a personagem da Toni Collette, que é casada e tem um filho de uns 17 anos e uma filha de 13.

Você começa ver o filme achando que é um filme de fantasmas e espíritos mas logo descobre que também é um filme de casa mal assombrada.

Mas também é um filme “do oculto”. E também um filme de rituais do mal. Tem até brincadeira do copo.

E tudo elevado a potencias infinitas, porque Aster não poupa nada em momento nenhum do filme.

Ele usa sua câmera como se ela mesma fosse um fantasma, um espírito pairando pela casa.

O ritmo do filme não é o ritmo de filme de terror que estamos acostumados a presenciar, cheio de sustos e cortes e pulos e closes.

Por vezes a lentidão do filme, a complacência, me deixou totalmente sem saber o que esperar do que eu estava vendo, principalmente com a ajuda da música do filme.

A trilha sonora é uma das melhores e mais pertinentes trilhas que ouvi esse ano e é responsável por muito, mas muito do clima filhodaputa do filme.

Hereditário é elegante, sofisticado, com um ritmo próprio, com personagens com profundidade e o melhor, o elenco muito bem dirigido, com destaque para Toni Collette, que deve levar um monte de indicação de melhor atriz na próxima temporada de premiações americanas mas também Gabriel Byrne, como o marido quase besta e seu filho e sua filha, maravilhosos e perturbadores mesmo sem querer.

Agora, falemos a verdade: Ann Dowd está no filme e dá mais um showzinho, como vem fazendo em The Handmaid’s Tale e anteriormente em The Leftovers.

Que atriz! Que mulher!

Vou falar a última vez e paro: Hereditário é O novo clássico do terror, nesta nova fase do cinema de terror, o pós terror (de cu é rola) ou sei lá o quê.

E seu diretor Ari Aster é um doente que eu não vejo a hora de assistir seu próximo petardo.

Saiu o torrent do filme em alta. Clique aqui pra baixar.

NOTA 🎬🎬🎬🎬🎬

19 pensamentos sobre “176/365 HEREDITÁRIO

  1. Gostei muito a história é assustadora. Bons atores nos filmes de terror e eu amei Bill Skarsgard, é uma das azoes pelas quais o filme teve resumos positivos e tambem por tudo o elenco. It a coisa filme foi um excelente trabalho de produção da maquiagem, guarda-roupa e design de Pennywise, vale muito à pena, é um dos melhores do seu gênero. Espero que a segunda parte tenha a mesma qualidade de atuação e como eles desenvolvem a história.

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