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221/365 ROBIN WILLIAMS: COME INSIDE MY MIND

Finalmente foi lançado o tão aguardado documentário Robin Williams: Come Inside My Mind, obviamente sobre a vida tumultuado do grande ator e comediante americano.

Ou melhor, comediante e ator.

Se bem que eu devo confessar que na minha opinião, o melhor filme dele, ou melhor, o melhor papel dele no cinema é do stalker degenerado no dramão lindo Retratos de Uma Obsessão, de 2002, do diretor Mark Romanek.

Voltando ao documentário, que todo mundo já ama e idolatra, estreou domingo na HBO e sim, está inteiro no final do post.

Come Inside My Mind é o título piada que é a cara de Williams: em inglês, o verbo come quer dizer “vir” mas também quer dizer “gozar”, então o título do filme é “goze na minha mente” ou “entre na minha mente”.

No filme nós vemos o quanto Williams abusava das piadas de duplo sentido o tempo todo enquanto gravava alguma coisa ou fazia os seus tão geniais shows de stand up.

Eu sempre achei Robin Williams um ator ok, com 2 papéis geniais, o stalker que já citei e como Mrs Doubtfire, que pra mim é nível Tootsie.

Por esses filmes comecei a ir atrás da carreira do cara e assistir o que encontrava dos shows dele e descobri que o cara que a gente via em entrevistas, que parecia estar doidão de cocaína o tempo todo, era o normal dele de verdade.

E sim, ele estava doidão de pó o tempo todo.

Até que seu grande amigo John Belushi, outro Deus da comédia, morreu de overdose de heroína e cocaína no Chateau Marmont, em Hollywood, minutos depois de Robin Williams sair do quarto dele numa noitada de terça feira como outra qualquer da turma do padê.

A ficha caiu, e como ele diz no filme e dá pra ver no trailer, inclusive, ele chega à conclusão que “a cocaína é o recado que Deus manda pra alguém que ganhou muito dinheiro na vida”.

Só que no doc, vemos que Williams não era só doidão do pó, ele era doidão de vida, de oxigênio, o tempo inteiro mesmo.

Eric Idle, outro Deus e amigo dele, diz que ele era viciado em fazer piada, em ter público pra rir de suas piadas, então ele vivia o tempo todo entretendo mesmo que inconscientemente.

Imagina a vida de um cara desses.

Uma hora a ficha cai de alguma forma e a gente já sabe o que aconteceu.

O documentário é ótimo pra quem gosta  de uma pesquisa bem feita e bem fundamentada, como a diretora fez.

Mas o que pegou pra mim é que acabou parecendo ser friamente editado, numa ordem quase cronológica by the book, entremeada por entrevistas com personalidades da comédia que fizeram parte de vida dele.

E olha que a lista de personalidades é absurda: de David Letterman a Jay Leno, passando por Billy Crystal e Whoopi Goldberg, só os monstros.

Não é um documentário que me emocionou, que me tirou lágrimas.

Parece mais o trabalho de uma bela de uma bibliotecária que de uma diretora de cinema.

Vale mais como informação do que como peça de devoção a um dos grandes comediantes americanos.

NOTA: 🎬🎬🎬

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