Eu lembro quando assisti Super Homem no cinema, no lançamento. Eu tinha uns 11, 12 anos e fiquei maravilhado vendo um tal de Christopher Reeve voando como se fosse o melhor efeito especial do cinema desde King Kong, que tinha visto um milhão de vezes 2 anos antes.
Vi tantas vezes King Kong porque nas férias de verão, em Santos, um dos cinemas passava o mesmo filme todos os dias e na sequência um filme diferente por dia, sessão dupla vespertina.
Naquele ano foi King Kong, no outro ano foi A Lagoa Azul e eu ia quase toda tarde ver filmes.
Assistir esse documentário Super/Man, foi primeiro como ser transportado para a minha infância, época de descobertas incríveis no cinema que me encaminhariam para a vida.
E depois foi uma auto catarse inesperada. Chorei litros de felicidade e claro, com a tristeza pela qual passou a família Reeves depois que Christopher caiu do cavalo, quebrou o pescoço e ficou tetraplégico, o que acompanhei de perto porque o cara não só foi o Super Homem mais incrível possível mas também o astro de Em Algum Lugar do Passado, o filme que me abriu as portas da viagem no tempo e que é minha referência de história de amor.
Isso pra mim já é suficiente pra pedir pra você assistir este documentário que é lindo, feito de tudo quanto é tipo de material de arquivo, o que é o máximo, além de entrevistas com quem ainda vie e que viveu perto de Christopher.
E dos que não estão mais vivos, o que mais senti foi ver seu melhor amigo Robin Williams sempre presente e sofrendo mais que todos quando nosso super homem morre. E como disse Glenn Close no documentário, é muito provável que Robin Williams estaria vivo se Christopher Reeves não tivesse morrido.
Se não tinha te convencido, só por isso, por (re)descobrir o amor entre esses dois monstros, já vale o filme.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

