Flower é bom mas é uma porcaria.
O filme conta a história de uma anti heroína amoral, uma adolescente bem idiota de seus 17 anos, que adora fazer boque…, ops, sexo oral em homens mais velhos por dinheiro e junto com outras 2 amigas, arma situações para flagrá-los no ato, gravando vídeos inclusive e extorquindo dinheiro dos incautos.
Por isso vai fazendo um pé de meia considerável para poder pagar a fiança do pai que está preso. E também por isso acaba com fama de boqueteira na escola.
Além disso tudo, sua mãe avisa que seu novo namorado vai morar com elas e junto vem o filho da mesma idade que está saindo de uma clínica de reabilitação, depois de 1 ano por vício em remédios pra emagrecer.
Sim, o moleque é gordo, feioso e suicida.
Ao se aproximar da nova irmã, o cara conta que a merda em sua vida começou quando, aos 12 anos de idade, foi abusado sexualmente por um professor.
E o tal do professor é ninguém mais ninguém menos do que um cara por quem nossa heroína fofa está de olho para mais um golpe.
E lá vão eles para mais uma missão suicida.
Flower é um filme espertão, cheio de personagem espertão (a menina, a mãe, o pai do menino, o professor), bem escrito, bem dirigido mas que não surpreende nem um pouco.
Talvez falte ao roteiro uma não obviedade, uma surpresa que não existe.
E esse provavelmente seja seu único defeito grave. Só que um defeito que compromete muito da experiência fílmica.
O grande destaque do filme é Zoey Deutch, a heroína metida a esperta mas que no fundo é só um garota querendo atenção. O elenco de adultos é bem bom, com Kathryn Hahn sempre boa e Adam Scott como o tal pedófilo, ainda esperando um papel de destaque no cinema.
O pior é que ela já tem atenção e não quer perceber.
Tá aí, outro problema.
Ah, e o final me fez rir um pouco, muito feministóide pro meu gosto.
NOTA: 🎬🎬🎬

