Hired Gun, nos EUA, é somo são conhecidos os músicos contratados para tocarem nas turnês de artistas de sucesso que não são de banda, geralmente artistas solo.
Está na Netflix o documentário com esse título, que conta algumas histórias desses caras, que pelo que vi no filme são considerados os melhores músicos do business, mas que são como que iminências pardas, os caras que ficam ali atrás tocando, por exemplo, nas turnês de artistas como Alice Cooper e Ozzy Osbourne.
Esses contratados são músicos meio nerds, os que estudam 24 horas por dia para atingirem a perfeição em seus instrumentos.
E os gigantes da músicas querem exatamente esses caras dando suporte para seus shows.
Com certeza a ideia do filme veio depois do documentário oscarizado A Um Passo do Estrelado, sobre as backing vocals de artistas famosos.
O que vemos em Hired Gun é o quanto esses músicos se fodem, ganham pouco, trabalham muito, são trocados num piscar de olhos e como muitos de nós freelancers, acabam sofrendo com a instabilidade bizarra, como eu nunca teria imaginado.
Outra curiosidade que eu vi no filme, bem interessante, é o quanto esses talentos acabam criando riffs ou levadas ou mesmo co-escrevendo canções e na maioria das vezes sem levar crédito nenhum.
O filme é interessante por mostrar tudo isso e muito mais, mas ao mesmo tempo é meio chato porque acaba sendo um chororô sem fim, onde todos esses caras, considerados super fodões mesmo, que já tocaram em bandas do Michael Jackson, Elton John, Stevie Wonder, Areta Franklin, Alice Cooper, Pink, Kiss, Ozzy Osbourne, Billy Joel, fora tudo quanto é banda de metal por aí, num troca troca sem fim, s´ø reclamam das vidas que levaram.
E a reclamação até tem seu ponto de entendimento, porque os caras acabam vendo esses nomes todos ficando milionários nas suas fuças e eles recebendo um salário semanal e rezando para não serem trocados e saberem pelo rádio ou pelo jornal, se tanto.
Outro problema do filme foi terem focado muito no “problema” da banda que acompanhava Billy Joel e das consequências drásticas que seus músicos sofreram.
Acho que essa história sozinha daria um filme completo, mas aqui neste documentário, ela fica meio perdida porque, ao mesmo tempo que não é o foco principal do filme, por isso fica jogada no meio da edição e quando você menos espera e já está cansado de ouvir os caras choramingando, vem uma porrada que acaba se dissipando pelo desinteresse.
Mas as histórias da banda Toto e do Ray Parker Jr, que eram hired guns e que ficaram milionários por terem tido chances meio que únicas nesse meio.
A conclusão é que esses músicos renegados ao fundo do palco, apesar de suas genialidades, mereciam um documentário melhor, já que mesmo aqui, quando aparece um Alice Cooper falando bem dos caras, acaba roubando a cena.
P.S. – prova da falha do documentário é eu falar de um monte de artista famoso e não falar o nome de nenhum dos hired guns.
NOTA: 🎬🎬🎬

