250/365 GUTLAND

Mais uma boa surpresa desses filme, veio da mesma fonte onde achei o finlandês good vibes de ontem.

Tenho procurado filmes em sites, grupos de discussão, listas de download e até mesmo em listas de freaks por posters, filmes com boas notas em resenhas e festivais mas que por um ou outro motivo não chegam a atingir um público que deveriam, mesmo que seja online.

Gutland é um desses.

Filme com boas resenhas, muito bem elogiado mas que entra nesse limbo e se perde.

O filme te uma vibe bacana, de filme fofo, que não prejudica ninguém mas que aos poucos vai nos mostrando a que veio, muito pela maestria de um diretor bom, Govinda Van Maele.

O filme se passa em um vilarejo em Luxemburgo, onde do nada aparece um alemão perdido, com nada mais que um sacola de roupas, procurando emprego no meio da época de colheita.

Como o lugar é bem pequeno, quase isolado, o cara sabe que não vai ser fácil conseguir nada.

Mas depois de uma noite de sexo com uma linda local, vai dormir num banco de espera de ônibus.

No outro dia, um senhor para seu carro ao lado do ponto e chama o alemão, oferecendo trabalho na colheita, exatamente na fazenda do pai da garota.

E aos poucos o forasteiro vai sendo aceito pela comunidade e vai se acostumando com o jeito caipira de todo mundo. Só que pra isso ele vai ter que seguir uma regras que lhe são impostas, quer dizer, contadas: ele não pode fazer sexo com nenhuma mulher casada e ele tem que aprender a tocar um instrumento para participar da banda local.

Sem perceber, o cara vai se acostumando com essa vidinha e com suas idiossincrasias e vai esquecendo do porquê foi para lá, ou melhor, vai deixando de pensar nisso.

Mas também sem que ele perceba, sua história com esse povo vai mudando até que tudo saia de seu controle, se é que algum dia ele teve algum.

Ouso dizer que Gutland é primo irmão dos filmes de terror inglês dos anos 70, como meu preferido O Homem de Palha, só que um pouco menos sombrio, mais alemão mesmo, mais frio e calculista, sem ser espalhafatoso.

Se eu for pensar bem, não consideraria Gutland como terror, mas sim um drama de desespero extremo, o que no final das contas acaba sendo terror.

Mas não espere sangue (só um pouco), vísceras (também uma lá e outra cá) nem grandes angulares nos rostos dos aldeões malucos.

O diretor Govinda Van Maele é um pouco mais sutil e, provavelmente, essa sutileza é o que tem feito Gutland a pérola escondida que aos poucos vai sendo encontrada.

E por falar em pérolas, o grande destaque do filme, apesar de ter um puta ator principal, o alemão Frederick Lau, quem brilha e rouba a cena e não desaponta é a fodona demais Vicky Krieps, a Alma de Trama Fantasma.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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2 pensamentos sobre “250/365 GUTLAND

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