Filme francês bem bacaninha que só não é mais legal porque eu tenho certeza que a ideia surgiu de uma “ideia do caralho” de algum publicitário.
Daí o filme foi criado em cima dessa ideia e acaba sendo meio coxa demais, meio bunda mole.
E você vai percebendo isso à medida que a história se desenrola.
A premissa é bem boa: em Paris vive um casal separado que mora em prédios um na frente do outro. Com a mãe mora uma menina com uma síndrome rara que tem que viver dentro de uma cápsula respiratória, meio que a versão anos 2018 do menino da bolha de plástico do John Travolta e anos depois, do Jake Gyllenhaal.
Um terremoto absurdo na cidade libera uma bruma, uma nuvem, um gás, ninguém sabe ao certo, que começa a matar as pessoas que o respiram.
A sorte é que o gás subiu até uma certa altura e quem consegue chegar a andares superiores de prédios ou melhor ainda, quem chega aos montes que existem em Paris, está a salvo para respirar.
O pai e mãe, percebendo isso, se instalam no apartamento mais alto do prédio, onde mora um casal de velhinhos.
Os pais são os ótimos Olga Kurylenko e meu preferido Romain Duris, que tentam salvar o filme.
A filha fica lá no terceiro andar, dentro de sua cápsula, sobrevivendo enquanto existirem baterias e geradores que a façam funcionar.
Os pais vão começar um périplo pela cidade para tentarem salvar sua filha dessa “prisão’, também enquanto durarem os cilindros de oxigênio que eles vão encontrando pela cidade.
A ideia do filme é essa, boa, só que o final estraga, na minha opinião.
O filme poderia ser mais terror, mais tenso, mais desgraçado de desespero geral, mas de repente a cidade fica vazia e só os pais da menina vão e voltam e entram e saem.
Parece que mais ninguém está preocupado, só alguns que estão longe, visto de binóculos.
O casal de velhinhos também é um casal que poderia ser tão mais utilizado no filme, para falar mais de filosofias, de vida e morte, de sobrevivência e de viver.
Só um discursozinho do cara no final não vale.
O que me deixa mais bolado é que o filme é super bem feito, bem filmado, com uma pós produção ótima e nem assim consegue tirar a cara de filme amador.
A falta que não faz um Stephen King da vida escrevendo uma puta história da “Bruma Parisiense Assassina”.
NOTA: 🎬🎬1/2

