Galveston tinha tudo pra ser o filme do ano.
O filme é baseado no livro homônimo, escrito por Nic Pizzolatto, o autor de True Detective, que também escreveu o roteiro do filme.
O filme é estrelado por um casal de atores maravilhosos, no topo de sua forma, a maravilhosa Elle Fanning e o até então esquecido e agora amado (como já disse aqui) Ben Foster. Não por menos, os 2 dão showzinhos durante o filme, em cenas e interpretações inesquecíveis.
A trilha o filme, a fotografia e a direção de arte são ótimas.
Só que daí temos Mélanie Laurent, a ótima atriz francesa de Bastardos Inglórios e do ótimo filme da semana Operação Final.
O problema é que em Gavelston, Mélanie é a diretora, então a responsável por fazer a história de um casal de desajustados (e fudidos) fugindo de suas realidades em um pseudo noir onde, apesar das cenas memoráveis que eu disse existirem, elas são muito menores em número que as cenas mais ou menos, feitas para tentar mostrar uma esperteza cinematográfica que a diretora ainda não tem.
Roy é um bandido do interior, com o pior sotaque do ano (o que, depois de acostumar os ouvidos, dá um charme maior ainda ao personagem) que não só descobre que está com câncer terminal como também se vê enganado por seu “patrão” em um serviço de onde ele sai vivo por um mero acaso e por total sorte.
Só que sua sorte lhe jogou nos braços Rocky, uma prostituta que também caiu no meio desse embrólio da bandidagem por acaso e, de novo por sorte, consegue fugir com Roy.
Ele resolve ira pra Galveston, que deu pra perceber no filme que é tipo uma Praia Grande, uma cidade meio perdida em sua insignificância onde 2 párias da sociedade poderiam ficar escondidos sem levantar nenhuma suspeita, mesmo que no meio do caminho, Rocky vá buscar sua irmã de 6 anos de idade e dá um tiro em seu padrasto para poder levá-la na viagem.
Aos poucos eu fui percebendo que tinha alguma coisa errada com o filme e não consegui entender como que uma história tão promissora acabou em um roteiro tão mal escrito.
E pior, escrito pelo Pizzolatto, um dos grandes nomes do momento nos EUA.
Ao ler os créditos finais, vi que o nome do roteirista era outro que não o de Nic e ao pesquisar, li que ele pediu para ter seu nome tirado dos créditos de roteirista porque a diretora mudou tanto o que ele escreveu durante as filmagens que ele achou que usar um pseudônimo seria menos vexatório, talvez.
A versão da diretora é a de que Nic ofereceu a ela o crédito do co-roteirista mas o sindicato americano não permite como eles queriam.
Truque, né?
O que mais tem é co-roteirsta, filme com milhares de nomes escrevendo juntos.
O que houve, pesquisando mais ainda, foi que Mélanie foi se empolgando tanto durante as filmagens que ia tendo ais e mais liberdade para fazer o que quisesse com seus personagens que não tendo o roteirista por perto, foi reescrevendo todo o filme.
E deu no que deu.
NOTA: 🎬🎬🎬

