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304/365 HOUSEWIFE

Feliz dia das bruxas.

E no caso de Housewife, tenha medo no dia das bruxas.

Puta filme punkzinho da p*rra!

Housewife foi escrito e dirigido pelo turco Can Evrenol, o cara que me deixou desesperado com Baskin, provavelmente a melhor homenagem ao universo do Clive Barker de todas.

Desta vez ele arma uma história absurda de loucura de uma mãe e suas duas filhas para por trás disso mostrar um absurdo de terror e feminilidade e maternidade e poder como eu nunca tinha visto.

Housewife demora um pouco demais para engrenar, a historinha em princípio besta fica remoendo na vida de uma mulher adulta que lembra de sua mãe “louca” que pratica uns atos estranhos quando o marido não está em casa com convidados que as filhas não podem ver porque ficam trancadas no quarto.

Até que uma delas sai do quarto.

Anos e anos depois, uma das filhas, adulta, casada, vai procurar um pseudo guru e as coisas não acontecem como ela esperava.

O cara na verdade é um mago dos infernos filho da puta poderoso do mal que medo e daí pra frente o filme entra numa mesma espiral de gore e desespero e filhadaputice que a gente vê no Baskin já citado.

De novo, Evrenol cria seu mundo inacreditável, pesado, violento, sangrento, cruel, algo como o terceiro ano de mandato do bozonazi.

E de novo eu fiquei bem, mas bem tenso.

Apesar do filme ter o mesmo “truque” de criar tensão e quase despretensão do primeiro e de repente dar uma virada radical pro pior terror de todos, Housewife mostra que o diretor Evrenol não é o cara que faz o mesmo filme sempre, que tem muita ideia do mal por ali pra ser mostrada.

Uma ótima pedida pro dia das bruxas.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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