A Madeline de Madeline é um desses filmes super hypados, meio artsy, bem cool que me dá nos nervos.
(E sim, os adjetivos foram todos pretensiosos de propóstio, pra me dar mais nos nervos ainda)
Madeline é uma milenial de NY, filha de uma mãe com quem não se dá muito bem à medida que toda adolescente se indispõe com sua mãe.
(primeiro porém do filme: a mãe dela é a chata da Miranda July, então já dá pra imaginar o que vem por aí)
Ela é bonita, inteligente, interessante e entra para um grupo de teatro físico meio famosinho muito por causa de sua criadora e mentora, bem malucona artsy.
(segundo porém: esse grupo de teatro é o cúmulo do que todo mundo que gosta de tirar sarro de teatro usa como inspiração pras piadas; só que sério)
Madeline vai mostrando a que veio no grupo e a mentora, aos poucos, vai usando a história da aluna como inspiração para o novo trabalho do grupo.
Primeiro bem sutilmente, sem que ninguém perceba, mas aos poucos ela vai meio que perdendo o controle e fica claro que Madeline é a musa inspiradora da própria obra, o que um pouco incomoda as outras atrizes do grupo.
A parada fica bem sinistra quando a mentora convida a mãe de Madeline para participar de uma sessão de ensaio/criação e a própria mãe se sente desconfortável com o que vê que está acontecendo.
E o que está acontecendo é que a vida real começa a se confundir com o processo do grupo e Madeline, absorta pela novidade do que está se passando, não percebe o quanto isso tudo pode e está sendo estranho na vida real.
E esse é o terceiro porém grande do filme, essa viagem que poderia ser bem doidona, meio psicodélica e estranha, é levada super a sério pela diretora e acaba sendo pretensiosa e chata.
Uma pena, porque a personagem Madeline e sua atriz, Helena Howard, são ótimas.
NOTA: 🎬🎬🎬

