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314/365 WHITNEY

O diretor do documentário Whitney é o escocês Kevin Macdonald e só por isso eu já deveria amar esse filme.

Ele é o responsável por dois filmes que eu gosto muito, O Último Rei da Escócia com meu ídolo Forest Whitaker e também pelo lindo Marley, documentário sobre outro ídolo Bob Marley.

Em Whitney ele acerta mais uma vez na mão, nos entrega um documentário potente sobre Whitney Houston, uma das maiores vozes de todos os tempos com uma das piores histórias de vida de popstar de todos os tempos, que vai do super estrelato ao pior fundo do pior poço com seu vício em todas as drogas possíveis, inclusive o crack, nos EUA, onde o crack é considerado o lixo do lixo, como a própria Whitney fala no filme.

Antes de assistir o filme pensava eu o que teria de tão bom em Whitney para ser tão bem falado pelos festivais por onde passava, já que por exemplo o outro documentário sobre a fofa, do ano passado, Whitney, Can I Be Me, já era o máximo?

Kevin é tão bom que ele conseguiu contar uma história que todo mundo já conhece (se viu esse outro doc) da forma mais profunda possível, com uma edição tão, mas tão boa que você por vezes esquece que está vendo um documentário.

Quando vi o filme do ano passado, sem nunca ter me aprofundado muito na vida da Whitney, por nunca ter sido um fã ardoroso, descobri por exemplo da grande paixão dela por outra mulher, com quem trabalhou por anos e anos, mas paixão essa que foi terminada pelo pior dos preconceitos familiares de seu pai, sua mãe, seus irmãos que armaram até que ela se casasse com o idiota do Bobby Brown para separá-la da Robbie.

Neste filme, eu enxerguei uma parte da história que eu não tinha visto antes, do quanto Robbie foi importante na carreira artística da Whitney numa época que ela já estava se dirigindo ao fundo do poço por culpa de seus próprios irmão, um deles inclusive conta neste filme que era o responsável por conseguir todo tipo de droga para ela não importa onde eles estivessem na tour.

Triste.

E mais triste ainda foram alguma revelações sobre a infância de Whitney que me deixaram mais chocado ainda: Whitney foi abusada sexualmente, quando era criança, por sua prima mais velha, cantora, Dee Dee, irmã da Dione Warwick. Bafo.

Cada filme que aparece um podre gigante aparece.

Imagino só que ainda vem por aí.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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