Amanda é um daqueles filmes que eu comecei a assistir e não dava nada por ele mas que de repente, {som de bomba explodindo na minha cara].
Amanda é a francesinha de 7 anos mais fofa do mundo, que mora com sua mãe e tem um tio bem bacana que dá uma força enorme na sua criação.
Ela vai à escola, quer aprender tocar piano, dorme cedo, gosta de comer croissant de chocolate, é educada, simpática.
Sua mãe é professora de inglês e um diz explica a Amanda o que quer dizer a expressão “Elvis has left the building”, ao que Amanda não entende direito nem o que quer dizer “expressão” e nem a expressão em si.
Coisas normais de uma menina de 7 anos de idade.
Um dia Amanda acorda com seu tio em casa dizendo que sua mãe morreu. E tudo muda em sua vida.
Primeiro que ela fica morando entre sua casa, a casa de seu tio e a casa da tia de sua mãe, enquanto sua situação de guarda não é resolvida.
Depois os adultos não conseguem entender como ela está digerindo a notícia da morte da mãe, principalmente pela maneira absurdamente violenta que aconteceu.
Mas Amanda continua lá, firme e forte em aparência ao mesmo tempo que necessite cada vez mais de apoio em pequenas coisas que são novidades não só para ela, mas também para o tio David.
E assim segue o drama do diretor Mikhael Hers, bem amarradinho, com a história muito bem contada, com uma bela direção de elenco e com uns detalhezinhos que quase passam desapercebidos mas que dão charme ao filme.
E quando eu achava que Amanda ia ser só isso mesmo, Hers me faz o final mais lindo de um filme de 2018, mais emocionante e que mais me deixou sem fôlego.
A grande coisa de Amanda, que nos leva a esse final excepcional, é o olhar sutil e distante e contemplativo do diretor Hers que coloca uma das piores tragédias do ano, um ataque terrorista em uma área de piquenique em um parque e não nos choca, apesar de vermos sangue e corpos mortos. É essa contemplação, esse ar de “vamos manter a pureza do olhar da menina de 7 anos que Hers quer que sintamos, esse seu intento minimalismo que lhe coloca no Olimpo cinematográfico do ano.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2
