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338/365 O PRÍNCIPE FELIZ

Sabe aquele Oscar Wilde garboso, elegante, bem bicha fina, super educado e super sarcático que nós tanto amamos?

Neste biopic, escrito, dirigido e estrelado por Rupert Everett, vemos Wilde gordo, detonado, falido no exílio, em seus últimos momentos de vida.

Antes de mais nada, Rupert se mostra um belo de um diretor e um roteirista de mão cheia, criando um filme que não é sua típica biografia filmada caretinha, ainda mais em tempos de Queen e sua Bohemian Rapsody.

O Príncipe Feliz, título do filme e de um dos contos mais famosos do inglês, é um filme espirituoso e sarcástico, como foi Wilde, mas como também vemos nesse final de carreira, o filme é triste, deprimente até, por retratar de forma crua o grande escritor inglês que chegou ao fundo do poço quando foi condenado por homossexualismo e até sua morte, não teve sua honra e orgulho de volta.

O filme pode incomodar muito. Sim, incomoda, porque não vemos o Wilde bonitão, altão, comedor, doidão e rico pela “corte” inglesa.

Vemos uma sombra de tudo isso que ele já foi só que agora fugido, exilado, primeiro na França, depois na Itália.

Mas não se preocupe, o filme é cheio das tiradas maravilhosas e sarcásticas e nada sutis de Wilde. Um dos méritos do roteiro é inclusive construir algumas cenas a partir de suas tiradas. Bravíssimo.

O filme também incomoda um pouco pelo vai e vem temporal ligado aos filhos de Wilde, que ficam com a mãe na Inglaterra que diz que seu pai está em viagens de negócios. Eu achei que essas idas não ao passado temporal, mas ao passado filosófico dele são bestas, poucas, esparsas. 

Talvez fosse bacana se tivesse mais, principalmente porque sua ex mulher Constance é vivida pela maravilhosa Emily Watson.

Além dela, o filme ainda tem Colin Firth, meu preferido Edwin Thomas, Colin Morgan irreconhecível como Bosie e o grande Tom Wilkinson.

E a chave de ouro é a musa Beatrice Dale, maravilhosa como sempre.

Vale muito a pena ver um lado não tão glamuroso mas não menos importante da vida do gênio Oscar Wilde.

Só pra finalizar, todos os méritos e louros a Rupert, que se reinventa com esse filme.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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