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166/2023 DALILAND

Parece que a diretora Mary Harron tem uma obsessão: filmar biografias de artistas fodões a partir de histórias de seus assistentes.

Foi assim em I Shot Andy Warhol e é agora de novo nessa bobagem chamada Daliland, onde uma fase da carreira do maior de todos Salvador Dali, quando ele vivia um momento de “baixa” em Nova York, é contada a partir de James, que ele chamava de San Sebastian, um assistente da galeria que representava o espanhol e que por ser lindo, como diziam, entrou para o círculo íntimo do gênio do surrealismo.

Dali é (óbvio) vivido pelo inglês Ben Kingsley que começou como Gandhi e não para.

Gala, a melhor personagem do filme, musa inspiradora/esposa/mãe/chefona de Dali é vivida brilhantemente pela musa Barbara Sukowa.

E tem ainda Amanda Lear (Andrea Pejic), Ginesta (Suki Waterhouse), Alice Cooper (Mark McKenna) e mais uma infinidade de personagens que a gente conhece das lendárias festas que Dali fazia em Nova York.

O filme começa com a passagem de Dali pela televisão e eu coloco aqui abaixo a aparição original, onde pessoas precisam adivinhar quem é o convidado que só pode responder sim ou não aos famosos vendados. Clássico:

Como todo filme de Harron, falta em Daliland alma, tudo parece que é fotografado de longe, tudo parece “posado” para as câmeras.

Sim, ela dirigiu o maravilhoso Psicopata Americano, mas eu acho que foi um engano em sua trajetória mediana. Um engano ótimo.

A fotografia do filme é toda branca, sem contrastes nem profundidades, tudo parece acontecer sem que tenhamos que gostar do que vemos. Mesmo que eu quisesse gostar, não consegui.

Tudo é dramático mas não o suficiente.

Tudo é ensaiadinho mas mais que o sufi9ciente, transformando todos esses personagens em caricaturas do que deveriam ter sido na verdade.

Sou super fã de Dali e não fiquei emocionado com nenhuma cena, com nenhum (não) detalhe do filme, por exemplo, ver ao fundo quadros sendo criados e mesmo assim reconhecíveis.

MAs nada é pior do que os flashbacks horrorosos onde Dali jovem é vivido pelo LIXO Ezra Miller onde o Dali velho de Kingsley passeia pelas cenas.

Sério? Ainda isso?

Melhor que o filme inteiro é essa foto original de Dali com Alice Cooper na festa mostrada no filme num relance ridículo.

NOTA: 🎬🎬

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