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340/365 CAFARNAUM

Começou a palhaçada.

Cafarnaum, o novo filme da diretora libanesa Nadine Labaki, queridinha dos festivaleiros, foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme de língua não inglesa.

Cafarnaum, na minha opinião, é o filme mais truqueiro do ano.

É a versão 2018, quase hipster, oportunista e feito-pra-chorar do melhor filme brasileiro de todos os tempos, Pixote.

O problema, ou a sorte do filme, é que o time por trás de Cafarnaum é muito, mas muito competente e o filme é visto como um dos grandes do ano, vencendo inclusive o Grande Prêmio do Juri de Cannes.

Mas não se deixem enganar, o filme “tica” todos as características que devem ter um filme para “inglês ver” ou um filme para ganhar prêmios por festivais pelo mundo.

Menino de 12 anos pobre, quase abandonado, que apanha dos pais super abusivos tanto que os processa para não viver mais com eles, cuida dos irmãos menores ainda, trabalha, sofre, não estuda, usa chinelo, é brigão, foge de casa, vai morar numa favela, cuida de outro bebezinho, foge da polícia, junta dinheiro, perde dinheiro, apanha, sofre, se fode mais ainda e isso nem chegou na metade das mais de 2 horas do filme.

Só faltou abuso sexual, de resto, tem tudo.

Não, o filme não é mal feito, nem nada, muito pelo contrário, é bem filmado, com uma direção de arte bem boa, elenco ótimo e tudo mais.

O problema é que Cafarnaum é uma cópia cuspida e escarrada de Pixote, sem a manha que o Babenco teve.

Por exemplo, não tem uma cena icônica como a da puta amamentando o moleque.

Cafarnaum é o filme de extrema pobreza feita com um filtrão quase hipster, quase playboy, de novo, pra inglês ver.

E os ingleses estão vendo e estão comprando bem, provavelmente Cafarnaum também vai ser indicado ao Oscar, melhor irmos nos acostumando com esse filme.

Ah, se a diretora Nadine fosse bacana, ela teria dedicado o filme ao Hector, mas não né.

NOTA: 🎬🎬🎬

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