Tinta Bruta é o filme que o cinema brasileiro precisava desde sempre.
E sabe por quê? Porque tem um monte de pau duro no filme.
Quando saí da sala de cinema fiquei pensando quais filmes brasileiros tinham tanto close de pinto quanto esse e não lembrei de nenhum.
Tinta Bruta é antes de mais nada um filme bem ousado porque foca 100% em seu personagem principal Pedro, um cara que ganha a vida (ou tenta) fazendo showzinhos em um site pornô bem conhecido.
Só que seu diferencial é que ele vai se pintando com tintas fluorescentes e fica sob a luz negra enquanto faz strip tease ou se masturba ou faz o que seus fãs pagam pra que ele faça.
Só que aos poucos, claro, vamos descobrindo a razão dele fazer esses shows, dele viver com sua irmã, dele não sair de casa, ser bem anti social.
E quanto mais a gente sabe, mais o título do filme se justifica, mais a tinta fica bruta.
Tinta Bruta não é um filme de putaria, apesar de ter uma quantidade boa.
Também não é um terror ou um thriller ou um suspensão, apesar de ter o suficiente no filme pra ticar quase todos esses ítens.
Se você leu até aqui e pensou em Cam, o terror da Netflix da garota que faz shows de sexo e pira, pensou certo mas os 2 filmes não poderiam ser mais díspares, a não ser no approach em mostrar um problema óbvio de hoje que é do ser amado online e totalmente sozinho e carente na vida real.
Além de bullying, preconceito, suicídio, exclusão social, abuso, tudo junto pra fuder com a vida de Pedro.
Tinta Bruta é um dramão existencial pesado, onde as dores de Pedro sob suas tintas todas, aos poucos vão se mostrando.
E elas não são tão coloridas e vibrantes quanto ele gostaria.
Tinta Bruta é o filme a ser visto, nada de novelinha, de comedinha ou de filme besta.
Se você gosta de filme indie, com história boa, personagens complexos e profundos e um roteiro que te faz pensar, achou o filme pra você.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

