Se alguém tinha alguma dúvida, White Boy Rick é a prova de que Matthew McConaughey é um ator de personagem, de viver gente que já existiu ou de gente forte.
Todas aqueles anos que tentaram torná-lo um galã gato e gostoso (não que ele não seja) em comédias românticas infindas não serviram pra nada.
Ele só se tornou relevante no filme que ele atravessava a fronteira canadense para comprar lá remédios principalmente para pacientes positivos com HIV.
Em White Boy Rick ele é o pai do Rick do título, um doidão looser que vende arma num mercado negro na periferia de Detroit, uma das piores cidades americanas (dizem que lá e Chicago colocam qualquer periferia brasileira no chinelo). E também tem uma filha, junkie, perdida, toda zuada.
Seu filho, vendo que seu futuro não estaria muito longe do que ele via em casa, acabou se envolvendo com tráfico de drogas.
Logo ele foi pego pelo FBI que lhe ofereceu um acordo: ele ser um agente duplo, informante, X9.
O que ele não esperava é que em uma batida, a polícia o prende em posse de cocaína e, supresa, ele é condenado a prisão perpétua. Aos 17 anos de idade.
Sem esquema com FBI.
Sem ajuda de ninguém.
Dançou lindamente.
Quando a justiça resolve não ser, não tem jeito.
Esqueci de contar um detalhe: o filme é baseado em história verídica, Rick continua preso até hoje e não pode sair da cadeia, não tem direito a indulto, habeas corpus, redução de sentença nem nada. É o único condenado à perpétua nos EUA por um crime desse tipo, de tráfico ou posse.
O filme não é uma maravilha, mas vale pela história e pelo elenco, que ainda tem a maravilhosa Jennifer Jason Leigh, Bryan Tyree Henry e o casal Bruce Dern e Piper Laurie.
NOTA: 🎬🎬🎬

